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domingo, 20 de março de 2011

ao ritmo dos tempos (século XXI)

Esta noite apaixonei-me, com uma intensidade tal que teria forças para erguer, sozinho, uma cidade.
Esta noite o objecto de desejo ignorou-me, minto, rejeitou-me.
Esta noite senti-me o mais frágil dos seres.
Esta madrugada quis morrer, estar não faz sentido, a rejeição e a indiferença corroem e o desejo é não correspondido.
Esta madrugada não tive coragem de morrer, refugiei-me na solidão e numa garrafa de bom vinho.
Esta madrugada sofri.
Esta manha desejo esquecer, mas o desejo é ainda muito intenso.
Esta manha continuo sozinho, é o único modo que me sinto capaz de ser.
Esta manha vi pela janela apaixonei-me e esqueci tudo o resto.

sábado, 22 de maio de 2010

Fim de dia para relaxar...

Num final de dia trabalho numa tentativa de relaxar...

Onde o rio Sabor beija as águas do Douro...

O vale (da Vilariça) onde me projecto como sombra que em nada perturba o equilíbrio...

Fotos e edição: Mauro Correia, 19 de Maio de 2010


domingo, 28 de março de 2010

fozcoenses

Depois de um longo período de interregno, decidi tentar reabilitar as NoitesBrancas...


(fotografias e edição: Mauro Correia, 28 de Março de 2010, Vila Nova de Foz Côa)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

... by night

Vista da varanda da cozinha em noite de lua cheia...

Fotografia e edição: Mauro Correia, Torre de Moncorvo

domingo, 17 de maio de 2009

Impressões [9]

Inspiração...
...procura-se com afinco!Renovação...
...aguarda-se com tranquilidade!


(fotografia e edição: Mauro Correia, Lagos 2009)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Impressões [8 - no/do quarto da Martinha (na Cerca, Lagos)]






















Fotografias e edição: Mauro Correia; 3 Maio 2009, Lagos
(máquina fotográfica e janela de quarto cedidas pela Martinha)



sábado, 18 de abril de 2009

Impressões [7]

Cheguei faz pouco tempo das urgências do hospital de Lagos, onde confirmei ter uma entorse no tornozelo direito devido a um "mau jeito" que dei ontem... agora é repouso e esperar estar em condições para trabalhar 2ª feira.

Enquanto esperava para ser atendido - e a espera foi longa como é costume - entrou na sala das urgências um homem, idoso, em cadeira de rodas - guiado pela sua atenciosa e carinhosa esposa - cujo estado em pouco ou nada diferenciava de um cadáver, de um vegetal - um morto-vivo - onde apenas fui capaz de perceber a existência de vida através dos olhos... [esta realidade deixou-me enjoado, senti pena, senti-me incapaz perante a vida, a realidade do momento]... não consegui deixar de imaginar-me preso num corpo que não funcionasse, ou que tivesse deixado de o fazer, com a consciência e a lucidez própria desse (hipotético) estado... é a ideia mais assustadora que me pode surgir (e surge-me de tempos a tempos!). Gostaria que me terminassem com o calvário....

Afinal quão (des)humana é ou não a morte (assistida)?

Impressões [6 - dois frames de noite em Lagos]


Descanso dos "guerreiros" após mais uma dura semana, com chuva, de trabalho...
Fotografias por Mauro Correia, 17 Abril de 2009 (com o telemóvel)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

NoiteBranca, a 63ª [handicap e/ou assalto de dúvida]

Faz hoje precisamente três meses e dez dias que me encontro a trabalhar naquilo para o que andei durante 4 anos a estudar na faculdade - Arqueologia... terminaram as escavações de Verão e em regime de voluntariado, terminaram os trabalhos pontuais, agora sou oficialmente um trabalhador (a recibos-verdes, mas ainda assim...).
Este inicio tem sido um misto de dificuldades e benesses. A benesse, o ter enviado currículos em finais de Dezembro (2008) e ter sido contactado para colaborar em trabalhos logo no dia 2 de Janeiro e desde então continuo a colaborar com a mesma empresa (Dryas Arqueologia lda.) sem ter tido ainda a necessidade de voltar a procurar (algo que colegas meus continuam ainda a fazer, já desesperadamente, sem que nada lhes surja!) ou ficado "desempregado". Estarão a gostar do meu trabalho? Espero que sim, pois aqui tenho aprendido bastante (os metodos de trabalho e de registo são louváveis no contexto real daquilo que é a arqueologia de emergência em Portugal) e o ambiente (as possoas) é bom... mas, há sempre um mas para mim, tenho estado a trabalhar (trabalho muitas das vezes duro e à mercê do clima) em locais no minimo a 500 kms de casa e sinto, a cada dia que passa, que não tenho perfil para uma vida nómada, sou um tipo de hábitos e que necessita de "almofadas" para não entrar em atitudes separatistas de isolamento, em depressão (posso mesmo, sem me dar conta de tal na maior parte das vezes, tornar a minha antisocialidade em atitudes "agressivas") - espero a breve trexo conseguir superar este meu handicap...

A preocupação assalta-me cada dia mais violentamente, tenho eu perfil para a Arqueologia (ser arqueólogo)?

A todos desejo, mais uma vez, uma noite não "branca"!

Impressões [5 - Ponta da Piedade]




A Ponta da Piedade em Lagos (Algarve, Portugal) parece um daqueles postais que vemos a promover o turismo do/no Algarve...

E é nesta cidade que estou a trabalhar numa escavação arqueológica (PAVd) nas ruínas de uma Gafaria (hospital/asilo para leprosos) dos séculos VXI/XVII...

(fotos e edição por Mauro Correia, 28 de Março de 2009)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Impressões [4]

Aprende(r) com o tempo, com a idade... realidade insofismável! Mas porque me sinto a estagnar?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Impressões [3] - momento(s)

O sono foi agitado, há muito tempo que não pensava nisto, na saudade de algo que nunca o foi, saudades de Ti... do teu olhar, do teu sorriso, da tua voz, dos nossos diálogos e silêncios... do teu jeito de ser: frágil e cruel, egoísta e carinhosa...

Há muito que não te vejo, estás longe física e emocionalmente, provavelmente é algo que não tornará a acontecer...
Tenho saudades tuas... que se passou para chegar a isto? Porque nunca fui eu capaz de te confrontar directamente com o que sentia, ou sinto? Porque hesitei sempre? Porque te afastei e deixei que me manuseasses e desconsiderasses ao teu bel-prazer?

Sinto falta de ti (de nós!), dos nossos momentos: jantares - dos sofisticados e dos frugais, dos auxílios que nos prestamos mutuamente, do cinema... daquela noite de fado inesperada e quase mágica... da musica!

Estás longe e provavelmente nunca virás a ler esta confissão!
E se a leres perceberás que é para Ti que a escrevo?
Perceberás o mal que estou e o mal que me causas(te)? Perceberás o quanto te quero, mesmo do meu jeito desajeitado e inconsequente?

Sinto-me órfão daquilo que foi, daquilo que poderia ter sido e de um devir que uma leve esperança alimenta em mim...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Impressões [2]




Reflectindo nas inúmeras vezes em que fico sem palavras, silencioso, corado, embasbacado, atrapalhado e com vontade de desaparecer, tenho a impressão, por vezes, que sou um Ser envergonhado e retraído, adverso à interacção e com pânico do estar em publico... algo que não se enquadra na imagem de confiante, arrogante, mal encarado e altivo que muitas vezes me atribuem... afinal quem/o que sou?

Um espelho? Que reflexo(s)?



fonte da imagem: http://www.edinformatics.com/inventions_inventors/Mirror.jpg

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Impressões [1]

"Casa" vista da janela de um autocarro no inicio da jornada até Serpa...

(foto: Mauro Correia, 13 Janeiro 2oo8)