"Claro que essas pessoas não me conhecem, mas eu sim. Conheço-as intimamente; quase lhes decorei as fisionomias - e regozijo-me quando estão alegres, angustio-me quando as vejo tristes. (...)" em: Noites Brancas, F. Dostoievski
quarta-feira, 19 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
"Móvel..."
Encontro-me em trabalho de campo, a fazer levantamento e desenho de sepulturas medievais [a faculdade e a arqueologia a dar-me trabalho] escavadas na rocha (granito) na face exterior da muralha do Castelo de Numão, Vila Nova de Foz Côa. Para já o trabalho corre bem, melhor do esperaria (só os aguaceiros têm atrapalhado um pouco).Estando alojado numa freguesia vizinha de Numão chamada Sebadelhe, e em que as comunicações não são nada fáceis, qual não foi o meu espanto quando ao tentar, sem grande esperança, a ligação de internet móvel (Kanguru) esta funcionou impecavelmente – se bem que em 2G – e aguenta-se sem “cair”, pelo que esta é a 1ª entrada neste blogue feita longe de casa! Estou aficionado do Kanguru (esta ligação veio comigo por empréstimo) e assim que chegue a casa vou aderir abandonando a minha ligação de internet fixa da Tele 2... :P
Posto isto, ou seja, o auto-massajar do meu “ego”, deixo aqui uma foto da minha primeira noite por aqui [a ligação é 2G por isso só uma... amanha ou mais tarde dou uma entrada com uma das sepulturas]... um abraço aos que por aqui vão passando e umas boas férias aqueles que as têm!
sábado, 10 de novembro de 2007
NoiteBranca, a 15ª (trabalhos ad eternum...)
Este ano o ritmo da faculdade é frenético, há trabalhos para entregar semanalmente, para esta ou aquela cadeira [cada docente deve julgar que só a sua cadeira existe!], a presença nas aulas é obrigatória... quem dera dias com 48 horas - para poder viver e respirar algo mais que faculdade...
Não estando a preparação/apresentação totalmente terminas, estão no bom caminho [assim o espero!] faltando apenas adicionar alguns slides ao powerpoint e afinar alguns conceitos...
Agora o sofá é a única coisa que preenche o meu pensamento...
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
NoiteBranca, a 9ª (... a saga)
Já boa parte dos meus colegas de curso continuam com problemas em faze-lo [devo ser uma espécie de previligiado], para eles: "boa sorte!"
terça-feira, 4 de setembro de 2007
NoiteBranca, a 8ª (... continuar!?)
Eu, a FLUP e a Arqueologia… Nunca foi muito agradável para mim o espaço e a instituição que é a Faculdade, e provavelmente por isto nos três anos de frequência e relacionamento com esta instituição tantos problemas e preocupações arranjei, já tendo ate ponderado mais do que uma vez a desistência (do curso 1º, de estudar depois). Estou outra vez num desses momentos…
Como se pode ler no post anterior [se bem que esse tenha sido escrito em tom sarcástico e de comedia] o meu descontentamento e as situações anómalas que acontecem por lá são notórias (aquilo que escrevi é apenas uma pequena amostra), sendo que a vontade de continuar é muito pouco, e continuar contrariado – e por consequência, incorrer no risco de chumbar – algo que não pode acontecer de modo algum pois suportar os gastos com estudos esta a tornar-se incomportável… [arranjar emprego mesmo enquanto estudo é algo obrigatório este ano].
Estar numa instituição que não funciona (isto é, a tesouraria funciona sempre sem problemas e os 950 euros de propinas não haverá “problemas técnicos” aquando do seu pagamento), em que o ensino não é satisfatório e não esta vocacionado para o mundo do trabalho, fechada para a sociedade, cheia de eternos abutres que a povoam e que a mantêm num marasmo doentio, com uma associação de estudantes acéfala e que prima pela mediocridade (há que manter-se ao nível das instituição) e em que a generalidade dos estudantes parece estar “socialmente alienado” vivendo para o seu “ego”, não se apercebendo, ou não querendo aperceber-se (que é ainda mais preocupante) do desrespeito de que são alvo e de como desrespeitam os seus pares, é para mim demasiado doloroso, doentio e perturbador. Por isto encontro-me em ponderação – e se não terminar o curso de arqueologia esteja completamente fora de questão, seria demasiado estúpido deitar o que esta já feito janela fora – congelar a licenciatura durante este ano lectivo (evitando as propinas se possível) e tratar da transferência para um outro local [que pode ate ser pior, mas a mudança é precisa] é uma ideia que me soa a agradável e me apazigua… sim estou perturbado, pois para me manter a estudar e para levar o curso seriamente praticamente passei a viver unicamente em função disso, o que não me satisfaz…
Ver amanha se me inscrevo ou não, isto se não adiarem de novo por “problemas técnicos”
…. bom, eu prometi no início deste espaço não “tratar de mim”, pelo que será melhor parar com isto… as minhas desculpas
Tenham uma Boa Noite, de sono e não “Branca”…
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
FLUP, ou a instituição do “neo-kafkianismo”
Sinto-me um cidadão desrespeitado pelos serviços públicos – sim aqueles que todos pagamos e de que somos “patrões”, que servem para nos servir.
Passo a explicar: sou aluno da Fac. Letras da Unv. Porto (vulgo FLUP) – ou como eu simpaticamente a apelido “circo” – e circo porque? Porque dentro deste estabelecimento se passam as situações mais idiotas, desrespeitosas e incoerentes que se possa imaginar…
Embora já nada me surpreenda vindo desta “instituição” – a competência e boa qualidade de serviços (desde a qualidade do ensino, passando pelos serviços como secretarias, bares e cantina, departamentos, biblioteca…etc. terminando numa fabulosa associação de estudantes) são a imagem de marca… ou então não – o ultimo acontecimento prende-se com as inscrições no novo ano lectivo. Estas inscrições tinham o inicio previsto para o dia de hoje (3 Setembro) via web ou então dirigindo-nos aos serviços académicos no edifico da faculdade… claro esta deu barraca.
As inscrições via Internet não estão ainda disponíveis, estariam segundo indicação no site da FLUP (já um 1º aviso de “problemas técnicos”) disponíveis ao final da tarde [não sei que hora concreta é o “final da tarde”!], e oohh surpresa ao “final da tarde” novo aviso: “inscrições disponíveis a partir do dia 4 (amanha) ás
Mas… esperem há mais!!! [ou julgavam que isto da FLUP era assunto tão básico/banal e sem sabor), este ano vai dar-se a integração em”Bolonha” [sim tão tarde!] e feita à pressa e encima do joelho…. Como tal, idiotice e barracada pela certa…
Não conhecendo o panorama dos restantes cursos do “estabelecimento”, na licenciatura de Arqueologia, o panorama da mudança (é mais uma espécie de pilling… que correu mal) é digno figurar entre a literatura do incoerente e do absurdo… se Jaroslav Hasek tivesse tido conhecimento desta ilustre instituição não teria certamente escrito “O Valente Soldado Chveik”, teria isso sim as absurdas peripécias de: “Um discente (valente) na FLUP”… mas vamos lá então à descrição da comédia: muda o nome da licenciatura, mudam o nº de anos para a terminar de 4 para 3, mudam os nomes das cadeiras – mantendo os «conteúdos» [sim ás aspas indicam sarcasmo] e os docentes – reduzem a nada a pouca componente pratica do curso [claramente arqueologia não necessita de uma componente pratica… enfim, palhaços], e reduzem também as possibilidades de realização e do nº de cadeiras de opção (embora no plano do curso elas sejam em numero e teor bastante apelativo… teoria e pratica são dispares), alunos a transitarem de regime a meio do curso [que é o meu caso] com processos de equivalências ainda incompreensíveis. Mas estas incoerências eram aquelas já esperadas. As novas surgiram nos dias de ontem e de hoje, passo a explicar: com a integração e “Bolonha” são exigidas uma maior componente de trabalho e investigação por parte dos alunos, bem como uma presença/frequência assídua mas aulas (75% no caso do meu curso) num regime vulgarmente chamado de avaliação continua… em arqueologia tal regime incorre no risco de se tornar num “neo-kafakianismo” devido ao absurdo do seu estado actual: começo pelos horários, em que os horários das poucas cadeiras optativas que comporta o curso são os mesmos das cadeiras base do curso (isto pelo menos no caso do meu ano, o 3º), ou seja, tendo que estar presente em 75% das aulas e tendo as diferentes cadeiras no mesmo dia e hora, terei ou que me multiplicar (ao estilo “dragon ball”) acho que não sou capaz… ou então arranjar um clone (não sabia que tal já era permitido!), pois senão estou automaticamente reprovado. A questão ganha contornos ainda mais ridículos quando ao ler o programa das disciplinas que irei ter de frequentar ao longo do ano lectivo, terem com única componente de avaliação, ou seja, a totalidade da aprovação, dependente de um…. Exame final (de 2horas), então onde esta a investigação e a orientação e proximidade dos docentes requeridas e tão empoladas como uma das inovações e melhoramentos obtidos com “Bolonha”? Nah, para quê… o que importa é prender por obrigação os alunos nas aulas (aulas sem conteúdo na maior parte das vezes e em que se ouve “lavares de roupa suja”) pois os senhores doutores estavam a ficar sem uma plateia de “carneiros ouvintes e mudos” – sim pois aluno não deve intervir/interagir com o processo de conhecimento, deve sim ouvir e papagear - e o seu ego devia estar a ressentir-se… coitados!
Ufffff… estou cansado desta FLUP… absurdo e incompetência em excesso são duma monotonia…
