"Claro que essas pessoas não me conhecem, mas eu sim. Conheço-as intimamente; quase lhes decorei as fisionomias - e regozijo-me quando estão alegres, angustio-me quando as vejo tristes. (...)" em: Noites Brancas, F. Dostoievski
sexta-feira, 28 de maio de 2010
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
natal...
E pronto, cá esta de novo o reboliço que é o Natal... e, por muito que o tente negar (não gosto muito desta quadra) não me passa indiferente. Portanto, e correndo o risco de cair em alguns lugares-comuns, cá vai o que deveria ser em meu entender esta quadra e os meus desejos para a mesma.O Natal não é já, ou não deve se-lo (apenas), uma celebração e acto religioso-católico, pois, tal como eu, muitos não crentes vivem e são actuantes nesta quadra. Deve ser uma época de partilha(s) entre iguais, uma experiência sensual, dos sentidos [ai a gula!] e dos sentimentos, onde os excessos (de carga positiva) se devem permitir, incentivar e praticar. Um período em que não pode haver pudor em procurar aquele/a(s) de quem se sente vontade de ouvir a voz e que constantemente se hesita procurar com o receio de incomodar ou por falta de tempo [a mais descarada das desculpas... que tantas vezes também aplico!]...
O Natal é uma criança com a felicidade de um regalo estampada com sinceridade no rosto. É dar... e receber...
FELIZ NATAL!
Feliz Navidad!
Joyeux Noël!
Merry Christmas!
Kola Christougenna!
Buon Natale!
Frohe Weihnachten!
...
E agora vou contribuir [se bem que modestamente] para o Natal...
domingo, 16 de novembro de 2008
Desafio | resposta
1: Publicar uma foto pessoal

Led Zeppelin/Robert Plant (sem sombras para duvidas)
3: Responder a algumas perguntas com títulos de músicas ou nomes de cantores e/ou bandas (assumo que darei resposta apenas com musicas/cantores/bandas de que gosto e com duas escolhas para cada excepto à 1ª pergunta):
a) És homem ou mulher?
O.M.E.M - Ornatos Violeta
b) Descreve-te:
La Mer - Frameshift / Dazed and Confused - Led Zeppelin
c) O que as pessoas acham de ti:
People are Strange - The Doors / I'm old fashioned - John Coltrane
d) Como descreves o teu ultimo relacionamento?
Strange kind of love - Peter Murphy /A Natural Disaster - Anathema
e) Descreve o teu estado actual com a tua namorada/companheira ou parceira ou whatever?
Alone - Anathema / Darkness, darkness - Robert Plant
f) Onde querias estar agora?
Blue Train - Jimmy Page & Robert Plant / Barcelona - Freddie Mercury & Montserrat Caballe
g) O que pensas a respeito do amor?
The Greatest - Cat Power / Hollow Years - Dream Theater
h) O que pedirias se se pudesses ter só um desejo?
Wish you were here - Pink Floyd / Perfect Day - Lou Reed
Agora chega a altura de desafiar alguém...Desafio: todos os leitores do blogue. Deixem as vossas respostas ao deasfio nas "notas brancas"...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Cavalete | arqueologia indústrial
É desolador olhar o estado de abandono e degradação deste testemunho (um dos poucos ainda em pé) da actividade mineira em S.Pedro da Cova, aquela que foi durante décadas a actividade impulsionadora da região.
Irónico, em meu entender, que o poço de S.Vicente seja referido como o "ex-libris" da vila... vendo o seu estado ninguém diria...
(foto e edição: Mauro Correia)
domingo, 7 de setembro de 2008
Voyage dans la Lune, le (1902)
aqui: com a narração em inglês
http://en.wikipedia.org/wiki/Georges_M%C3%A9li%C3%A8s
http://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_M%C3%A9li%C3%A8s
http://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Voyage_dans_la_Lune
http://www.filmsite.org/voya.html
http://www.imdb.com/title/tt0000417/
http://en.wikipedia.org/wiki/A_Trip_to_the_Moon
domingo, 3 de agosto de 2008
Excentricidade
(clicar para ampliar / foto um pouco desfocada)No Café-Restaurante "Pic-Nic" em Tomar, foi servido, ao almoço, a uns colegas de trabalho, um arroz de "delicias do mar" que tinha salsichas! :S
domingo, 13 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
"Naturalismo Português" - "O Fado"
"naturalismo, fado, originalidade, típico/rural/genuíno, o ser português..." Os ideais iniciados na nossa 1ª república e que hoje se continuam a perpetuar à "boca cheia"! Bem ou mal? Não sei...autor - José Malhoa (1855- 1933)
Data de produção - Março de 1910 (após 11 meses de elaboração)
Tipo de suporte - Tela
Técnica - pintura a óleo
Formato - 1,51m x1,86m
local onde se encontra: Museu da Cidade, Lisboa
terça-feira, 17 de junho de 2008
"Jardim das Delicias"
"O Jardim das Delicias terrenas" (triptico): Hieronymus Bosch (1450-1516) - óleo sobre madeira, 220 x 389 cm - Museu do Prado, Madrid("O Paraíso terreno" (volante esq.) - 220 x 97 cm / "Jardim das Delicias" (painel central) - 220 x 195 cm / "O Inferno" (volante dir.) - 220 x 97 cm)
O Jardim das Delícias Terrenas (1504), representa/descreve a história do Mundo (a visão de Bosch!?) a partir da criação.
No volante esquerdo, representa o paraíso terreno, antes do pecado de Adão e Eva, antes do comer do fruto proibido...
Love-in? Amor livre?
O saborear de frutos enormes (sobretudo morangos), convívio e divertimento (prazer!) na água e em deleites eróticos de homens e mulheres nús, um ambiente idílico e onírico! Uma utopia do prazer e do belo?
No lago ao fundo, homens e mulheres tomam banho em conjunto, mas no plano do meio, os mesmos estão cuidadosamente separados uns dos outros. No pequeno lago redondo só existem mulheres e os homens montam os mais diversos tipos de amimais (mais ou menos exóticos) à sua volta. Os jogos dos “cavaleiros acrobáticos” - um saltando sobre a sua montada – sugerem que estão excitados pela presença das mulheres, uma das quais está já a sair da água. Bosch serve-se deste meio para demonstrar a atracção sexual entre homens e mulheres, e não é por acaso que o pequeno lago e a cavalgada circundante ocupam o centro do jardim, como fonte e inicio dos jogos de amor que têm lugar nas restantes áreas. Para os moralistas medievais que nunca se mostraram muito cavalheirescos neste aspecto, era sempre a mulher que seduzia o homem para o pecado e para a concupiscência e luxuria, seguindo o exemplo de Eva. Este poder maligno da mulher foi muitas vezes representado, mostrando uma mulher no centro dos admiradores masculinos. Mas nos quadros de Bosch,, os homens em vez de dançarem, montam a cavalo. Os homens e as representações físicas do pecado foram muitas mostradas em cima de variados tipos de animais. No fundo, tanto naquela, como hoje, servia ocasionalmente como a metáfora para o acto sexual.
Assim, Bosch, para dar o seu panorama do prazer carnal, na âmbito do jardim do amor, reunia os mais variados temas eróticos da Idade Média... o Jardim das delicias, no entanto, não deixa de ser uma representação espelhada da tolice humana – presente noutras obras do autor como: a Nave dos Loucos, a Morte do Avarento, o Carro de Feno, ou o Jardim do Amor e o Banho de Vénus. Mas, não devemos acreditar e aceitar que as pessoas se dedicam despreocupadamente a jogos amorosos cometendo o pecado mortal da Luxuria.
Tais cores e beleza/formas encantadoras, podem levar-nos a crer que nunca seriam utilizados para a representação de algo condenável, mas, no fim da Idade Média e inicio do Renascimento, a beleza física era muitas vezes vista como suspeita, pois aprendia-se que o pecado se apresentava ás suas vitimas com o mais atraente dos aspectos, mas que por de trás de tal beleza física e carnal se escondia muitas vezes a morte e a condenação eterna. Portanto, e não negando o carácter onírico e fantástico desta obra, Bosch mostra-nos com o Jardim das Delicias, também, um falso paraíso, cuja beleza é passageira e conduz os homens e mulheres à ruína e à condenação, tema muito comum na arte e literatura medievais.
Neste painel central não há também crianças – não cumprimento do mandamento «frutificai e multiplicai-vos» - mostrando o painel o não cumprimento do mandamento divino por parte de Adão e Eva e seus semelhantes/descendentes, mas sim a sua perversão – comido o fruto proibido.
No volante direito, o sonho erótico do Jardim, cede, perante a realidade do pesadelo. O Inferno de Bosch. Os edifícios ardem e explodem contra o fundo escuro, a agua que os circunda transforma-se em sangue, há representações de todo o tipo de formas de morrer (com dor) e ás mãos das mais variadas criaturas, a Luxuria é o pecado a castigar, mas também a preguiça, a ira, etc.
No verso dos volantes, esta representado em tons suaves de cinzento e cinzento-esverdeado, a criação do mundo (de acordo com a história da Bíblia, segundo a qual, Deus criou o mundo pela sua palavra). De uma abertura nas nuvens, no canto superior esquerdo, o Criador olha, sentado num trono, calmo. No painel em frente na sua margem superior pode ler-se a sua acção: «ipse dixit et facta sunt, ipse mandavit et creata sunt» (salmo 33,9) - «Assim como ele fala, assim é feito, como ele construiu, assim será.»
bibliografia: "A obra de pintura: Bosch", Walter Bosing; Taschen/Público, 2003
ligações: http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/bosch/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hieronymus_Bosch
sábado, 14 de junho de 2008
"O triunfo da Morte"
"O triunfo da Morte", 1562; (Pieter Brueghel, o velho; c.1525-1569)(óleo sobre painel de madeira; Museu do Prado, Madrid)
Exércitos de esqueletos avançam sem parar, desde o horizonte, arrasando tudo por onde passam. Num primeiro plano desenrola-se a batalha final contra as hostes do mal, que usam tampas de caixões à guisa de escudos. O massacre é apoteótico, os homens são despejados em massa para um túnel que parece a porta do inferno (direita). Um esqueleto que monta um esfomeado cavalo percorre o campo de batalha ceifando cabeças com uma gadanha (centro), enquanto o carro dos mortos recolhe os crânios (esquerda).
Sucumbem à morte, nobres e plebeus sem distinção. No primeiro plano (da esquerda para a direita) o rei agoniza enquanto a morte lhe rouba as riquezas. Os bispos e monjas caiem, e de nada serve aos nobres cavaleiros enfrentarem-se de espada na mão. Como único sinal de esperança, o tocador e uma dama dedicam as suas últimas horas a cortejar-se amorosamente, alheios a tanta destruição(extremo direito inferior).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pieter_Brueghel_o_velho
http://www.vidaslusofonas.pt/pieter_brueghel.htm
http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/bruegel/
http://www.museodelprado.es/index.php?id=50
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Dança Macabra
DANÇA MACABRA:Tema literário e iconográfico relacionado com as epidemias (sobretudo a peste negra), do século XIII ao XVI

"La Danse Macabre, também chamada Dança Macabra, Dança da Morte, La Danza Macabra, ou Totentanz, é uma alegoria do final do período medieval sobre a universalidade da morte: não importa o estatuto de uma pessoa em vida, a dança da morte une a todos. La Danse Macabre consiste na representação de uma Morte personificada conduzindo uma fileira de figuras de todos os estratos sociais dançando em direcção aos seus túmulos — sendo típico representarem-se: um imperador, rei, papa, monge, adolescente e bela mulher, todos apresentados como esqueletos. Estas representações foram produzidas sob o impacto da Peste Negra, que lembrou as pessoas de
quão frágeis eram suas vidas e quão vãs eram as glórias da vida terrena.
O exemplo artístico mais antigo é o cemitério pintado a fresco da Église des St. Innocents (Igreja dos Santos Inocentes, em francês) em Paris (1424). Há também trabalhos por Konrad Witz em Basiléia (1440), Bernt Notke em Lübeck (1463) e xilogravuras por Hans Holbein, o Jovem (1538).
As cenas finais do filme O Sétimo Selo por Ingmar Bergman retratam um tipo de Danse Macabre.
Israil Bercovici afirma que a Danse Macabre originou-se entre os judeus sefardins no século XIV na Espanha. [Bercovici, 1992, 27]."

"O comet’inganni
Se pensi che gl’anni
Non hann’da finire,
Bisogna morire
(Como estás enganado
Se pensas que os anos
Não vão terminar
“A palavra peste não continha apenas o que a ciência desejaria nela definir, mas uma longa procissão de imagens extraordinárias...”
Albert Camus, La peste. Paris, Gallimard, 1947 (Collection Folio, 1992); p.43.
http://pt.wikipedia.org/?title=Dance_of_Death
http://tempore.blogspot.com/2006/12/dana-macabra.html
terça-feira, 18 de março de 2008
"Móvel..."
Encontro-me em trabalho de campo, a fazer levantamento e desenho de sepulturas medievais [a faculdade e a arqueologia a dar-me trabalho] escavadas na rocha (granito) na face exterior da muralha do Castelo de Numão, Vila Nova de Foz Côa. Para já o trabalho corre bem, melhor do esperaria (só os aguaceiros têm atrapalhado um pouco).Estando alojado numa freguesia vizinha de Numão chamada Sebadelhe, e em que as comunicações não são nada fáceis, qual não foi o meu espanto quando ao tentar, sem grande esperança, a ligação de internet móvel (Kanguru) esta funcionou impecavelmente – se bem que em 2G – e aguenta-se sem “cair”, pelo que esta é a 1ª entrada neste blogue feita longe de casa! Estou aficionado do Kanguru (esta ligação veio comigo por empréstimo) e assim que chegue a casa vou aderir abandonando a minha ligação de internet fixa da Tele 2... :P
Posto isto, ou seja, o auto-massajar do meu “ego”, deixo aqui uma foto da minha primeira noite por aqui [a ligação é 2G por isso só uma... amanha ou mais tarde dou uma entrada com uma das sepulturas]... um abraço aos que por aqui vão passando e umas boas férias aqueles que as têm!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Filosofia do Chá
Kakuzo Okakura em: O Livro do Chá (pagina 9)
Biblioteca editores Independentes
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Prince Rupert's Drops (lágrimas de vidro)
Prince Rupert's Drops (Lacrymae Batavicae, Rupert's Balls, Lágrimas de Vidro, Larmes de Verre, Tears Glass)...
...é uma espécie de excentricidade no mundo do vidro: criadas derramando uma gota de vidro em fusão - derretido e quente - em agua fria. O vidro arrefecido fica com uma forma "tipo girino" com um bolbo e uma cauda comprida e fina. Da-se um rápido arrefecimento da parte externa do vidro da gota enquanto que o seu interior se mantem relativamente quente. Quando eventualmente o interior arrefece, contrai-se no interior da já sólida camada exterior. Esta contracção provoca grande stress compressivo na superfície enquanto o interior fica sob tensão - uma espécie de vidro temperado. Aliado este stress permanente ás pouco usuais qualidades e características da gota, tais como suportar um golpe de martelo na extremidade bolbosa sem se quebrar, ou desintegra-se completamente numa espécie de explosão em caso de toque - mesmo ligeiro ligeiro - na cauda. Quando isto, a "explosão", ocorre da-se a libertação da quantidade grande de energia potencial armazenada na estrutura da gota, fazendo com que as fracturas se propaguem através do material a alta velocidade - desintegrando-se por completo em pó de vidro.
Reza a lenda, que as gotas foram descobertas supostamente em torno do ano de 1640 pelo Príncipe Rupert do Reno (1619-1682), neto de James I e sobrinho de Charles I de Inglaterra. Diz-se que o rei usaria frequentemente as gotas como uma piada/partida na sua coorte. Dando uma gota a um seu cortesão ou cortesa partindo depois então a cauda causando uma explosão pequena na mão dessa pessoa que se surpreenderia/assustaria...
- http://www.answers.com/topic/prince-rupert-s-drop;
- http://youtube.com/watch?v=Pdy2_vi0FfM
- http://www.inrp.fr/she/images/thermodyn/bataviq.jpg


