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domingo, 29 de maio de 2011

acto e face de devoção


Imagens hoje dia 29 de Maio de 2011 na ultima missa em Honra da Ascensão do Senhor no Santuário de Santo Antão da Barca antes da sua transladação.

(Mauro Correia - Parada, Alfandega da Fé)

domingo, 28 de março de 2010

fozcoenses

Depois de um longo período de interregno, decidi tentar reabilitar as NoitesBrancas...


(fotografias e edição: Mauro Correia, 28 de Março de 2010, Vila Nova de Foz Côa)

sábado, 4 de julho de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

...

Não faz muito o "estilo" deste espaço, mas desta enjoei definitivamente...

Este blogue (e seu autor) estão de luto pelas vitimas palestinianas do terrorismo déspota de Israel e pela indiferença da comunidade internacional (entidades e indivíduos)

domingo, 28 de dezembro de 2008

"Blindness | (Ensaio sobre a) Cegueira"

Hoje, após o almoço, decidi-me finalmente a ir ver o filme "Blidness" de Fernando Meireles [sim eu sei que já esta em exibição há imenso tempo] baseado no romance de José Saramago "Ensaio Sobre a Cegueira", que é, na minha opinião, uma obra literária de qualidade superior em que a metáfora da (des)Humanidade* é perfeita e em que o pessoal (ser unitário e único) se confunde numa amalgama informe com o impessoal (o conjunto de pertença).

Assim que soube da rodagem do filme (ainda em 2007 julgo) fiquei com vontade de ver o resultado, a capacidade de passar a imagem(ns) vivas aquele enredo, enredo que afinal também havia imaginado aquando da leitura... a face dos personagens, o seu aspecto (estereótipos?), a sua vida antes da "cegueira branca"... e sobretudo as suas pessoas - seus nomes - pois no universo de Saramago a individualidade dos personagens não é, normalmente, obtida através de nomes, mas de características (físicas, de relação, de actividade, etc). Ou seja, tinha elevado as expectativas acerca do filme [embora sabendo que um filme não pode nunca conter "toda" a narrativa de um romance, sobretudo de um tão denso de valores, de metáforas/ficções e realidades, de alegorias, de contemporaneidade, de vida e de cada um que o lê enquanto tal e enquanto ser], e estas expectativas elevaram-se ainda mais quando Saramago após ver o filme lhe ter dado o seu aval numa perspectiva emocional [que sempre pode levar ao turvar da razão].

Então porquê ter demorado tanto tempo a decidir-me ir ver?
A confusão dos centros comerciais (onde hoje estão a maior parte das salas de cinema), e, sobretudo, as criticas acerca do fraco valor cinematográfico e de capacidade adaptativa de Ensaio sobre a Cegueira para o grande ecrã [por vezes, mesmo com consciência de tal, e sabendo da sua fraca validade para o gosto pessoal de cada um, deixamos-nos influenciar por aquilo que lemos e ouvimos], o que me levou a atrasar/resfriar a minha curiosidade e vontade... até hoje!

Para um visionamento não-turvo fui sozinho, para ser capaz de me entregar...

Antes de mais... não é um filme/livro sobre cegos, ou melhor, não é apenas (nada) isso!
O filme foi para mim causador de sentimentos muito desiguais, isto é, na prática consegue transmitir muita da mensagem (da alegoria) do romance de Saramago, é cru como este, cru no sentido de ser capaz de abordar e transmitir através dos personagens (sem nome) o melhor e o pior [expressão aqui utilizada por incapacidade de encontrar outra mais adequada, pois não procuro, nem quero, fazer aqui juízos de valor acerca do Homem e seu(s) modo(s) de estar/ser], possui opções estéticas de algum interesse (se bem que nada de inovador e inesperado para o conteúdo) e planos perfeitos [quase demasiado perfeitos para o contexto]... Saramago esta lá (sem sombra de duvida), mas é apenas Saramago que lá está, e por muito que isso (me tenha) agrade(o), o cunho mais pessoal do adaptador deixa, ou pode deixar, o espectador órfão [se bem que não completamente] de identificação pessoal com o filme... não deixando de haver emoção(ões) [nossas e dos personagens] no entanto...
Para quem não leu o romance, pode ainda parecer (durante quase todo o filme) que apenas foram foram contagiados pela cegueira branca e pela (des)humanidade os personagens aprisionados na quarentena, num caso local e não global (como realmente sucede).

Em suma, pessoalmente gostei da adaptação de Meireles [é a possível, ou uma das possíveis, para uma obra de tal valor] não me tendo desfraldado grandemente as expectativas, sendo um bom filme (entretenimento e ao mesmo tempo capaz de levantar questões) quer para quem já leu o romance, mas sobretudo para quem não leu, que em minha opinião sairá da sala com vontade de -lo para entender e conhecer a totalidade da narrativa... e, em ambos os casos com a vontade de reler e rever Ensaio Sobre a Cegueira [para perceber em definitivo se gostou e apreendeu...]

A cena mais marcante do filme para mim: a chuva com a simplicidade do momento em que os personagens procuram lavar-se/limpar-se da sua angústia fisica e mental...

A (re)ver sem dúvida!


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

natal...

E pronto, cá esta de novo o reboliço que é o Natal... e, por muito que o tente negar (não gosto muito desta quadra) não me passa indiferente. Portanto, e correndo o risco de cair em alguns lugares-comuns, cá vai o que deveria ser em meu entender esta quadra e os meus desejos para a mesma.


O Natal não é já, ou não deve se-lo (apenas), uma celebração e acto religioso-católico, pois, tal como eu, muitos não crentes vivem e são actuantes nesta quadra. Deve ser uma época de partilha(s) entre iguais, uma experiência sensual, dos sentidos [ai a gula!] e dos sentimentos, onde os excessos (de carga positiva) se devem permitir, incentivar e praticar. Um período em que não pode haver pudor em procurar aquele/a(s) de quem se sente vontade de ouvir a voz e que constantemente se hesita procurar com o receio de incomodar ou por falta de tempo [a mais descarada das desculpas... que tantas vezes também aplico!]...



O Natal é uma criança com a felicidade de um regalo estampada com sinceridade no rosto. É dar... e receber...





Resta-me desejar aos que visitam este espaço [e a toda a gente que nunca lerá isto] um:

FELIZ NATAL!
Feliz Navidad!
Joyeux Noël!
Merry Christmas!
Kola Christougenna!
Buon Natale!
Frohe Weihnachten!
...

E agora vou contribuir [se bem que modestamente] para o Natal...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"suicídio / deus"

“(…)

- Em seu entender, o que é que impede as pessoas de se suicidarem?
(…)
- Sei pouco… Dois preconceitos as retêm… Duas coisas apenas; uma muito pequena, a outra muito grande. Mas a pequena é também muito grande.
- Qual vem a ser a pequena?
- O sofrimento.
(…)
- Mas não há maneira de morrer sem sofrimento?
- Imagine – e estacou à minha frente -, imagine uma pedra do tamanho de uma grande casa; ela está suspensa por cima de si; se ela cair sobre a sua cabeça far-lhe-á mal?
- Uma pedra do tamanho de uma casa? Isso é de meter medo, sem dúvida.
- Não falo do medo. Pergunto se haveria dor.
- Uma pedra, que nem uma montanha, com um milhão de toneladas? Claro que não haveria dor.
- Mas, enquanto ela estiver suspensa sobre a sua cabeça, terá muito receio de que ela lhe cause sofrimento. O maior sábio, o maior médico, todos, todos teriam muito medo. Podem todos muito bem pensar que não sentiriam nada, mas todos terão medo de sofrer.
- Seja! E a segunda razão, a grande?
- O outro mundo.
- Quer dizer, o castigo?
- Tanto faz. O outro mundo; o outro mundo e mais nada.
- Não há ateus que não acreditam absolutamente nada no outro mundo?
Calou-se outra vez.
- Julga talvez por si?
- Ninguém pode julgar se não por si próprio – disse ele corando – A liberdade só será total no dia em que for indiferente viver ou não viver. Eis o objectivo de tudo.
- O objectivo? Mas então talvez ninguém deseje viver.
- Ninguém. Afirmou ele sem hesitar.
- O homem tem medo da morte porque ama a vida; aí tem como eu entendo as coisas – disse eu. – E é a natureza que assim o quer.
- Isso é um logro! – e os olhos dele fulguraram. – A vida é sofrimento, a vida é medo, e o homem é infeliz. Tudo é sofrimento e medo. Hoje, o homem ama a vida porque ama o sofrimento e o medo. Foi assim que o criaram. A vida dá-se hoje a troco do sofrimento e do medo, e aí é que está todo o embuste. Hoje, o homem não é ainda esse homem. Surgirá um homem novo, feliz e orgulhoso; a quem será indiferente viver ou não viver; esse será o homem novo! O que vencer o sofrimento e o medo, esse então será mesmo deus. E o outro Deus desaparecerá.

(…)”

em: Os Possessos de F. Dostoievski.
Edições Europa-América (volume 1) pp: 104 e 105
(excerto de um diálogo entre António Lavrentievitch [o narrador] e Chatov)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Como?!!!


Jasus!!!
Não sei que dizer... pipocas? Que nos fará ao cérebro!!?
:S

sexta-feira, 27 de junho de 2008

"Naturalismo Português" - "O Fado"

"naturalismo, fado, originalidade, típico/rural/genuíno, o ser português..." Os ideais iniciados na nossa 1ª república e que hoje se continuam a perpetuar à "boca cheia"! Bem ou mal? Não sei...

titulo - O Fado
autor - José Malhoa (1855- 1933)
Data de produção - Março de 1910 (após 11 meses de elaboração)
Tipo de suporte - Tela
Técnica - pintura a óleo
Formato - 1,51m x1,86m
local onde se encontra: Museu da Cidade, Lisboa

quarta-feira, 18 de junho de 2008

...de pequenino (2ª parte)

Porque as crianças se tornam naquilo que nós somos...

...cuidado com os exemplos que lhes incutimos!
Se bem que elas, as crianças, não são tão "estúpidas" como por vezes nós adultos cremos... felizmente!

http://www.childfriendly.org/

Demagogia?!

Porque fazer demagogia dá uma trabalheira, nada melhor que uma cábula...
Algo me diz que é este o principal documento (dossier) de "estudo" do nosso 1º ministro José Trocas-te (desculpem... Sócrates) e de seus pares :P

(recebido via correio electrónico)

terça-feira, 17 de junho de 2008

"Jardim das Delicias"

"O Jardim das Delicias terrenas" (triptico): Hieronymus Bosch (1450-1516) - óleo sobre madeira, 220 x 389 cm - Museu do Prado, Madrid
("O Paraíso terreno" (volante esq.) - 220 x 97 cm / "Jardim das Delicias" (painel central) - 220 x 195 cm / "O Inferno" (volante dir.) - 220 x 97 cm)

O Jardim das Delícias Terrenas (1504), representa/descreve a história do Mundo (a visão de Bosch!?) a partir da criação.

No volante esquerdo, representa o paraíso terreno, antes do pecado de Adão e Eva, antes do comer do fruto proibido...

Love-in? Amor livre?
O saborear de frutos enormes (sobretudo morangos), convívio e divertimento (prazer!) na água e em deleites eróticos de homens e mulheres nús, um ambiente idílico e onírico! Uma utopia do prazer e do belo?

No lago ao fundo, homens e mulheres tomam banho em conjunto, mas no plano do meio, os mesmos estão cuidadosamente separados uns dos outros. No pequeno lago redondo só existem mulheres e os homens montam os mais diversos tipos de amimais (mais ou menos exóticos) à sua volta. Os jogos dos “cavaleiros acrobáticos” - um saltando sobre a sua montada – sugerem que estão excitados pela presença das mulheres, uma das quais está já a sair da água. Bosch serve-se deste meio para demonstrar a atracção sexual entre homens e mulheres, e não é por acaso que o pequeno lago e a cavalgada circundante ocupam o centro do jardim, como fonte e inicio dos jogos de amor que têm lugar nas restantes áreas. Para os moralistas medievais que nunca se mostraram muito cavalheirescos neste aspecto, era sempre a mulher que seduzia o homem para o pecado e para a concupiscência e luxuria, seguindo o exemplo de Eva. Este poder maligno da mulher foi muitas vezes representado, mostrando uma mulher no centro dos admiradores masculinos. Mas nos quadros de Bosch,, os homens em vez de dançarem, montam a cavalo. Os homens e as representações físicas do pecado foram muitas mostradas em cima de variados tipos de animais. No fundo, tanto naquela, como hoje, servia ocasionalmente como a metáfora para o acto sexual.
Assim, Bosch, para dar o seu panorama do prazer carnal, na âmbito do jardim do amor, reunia os mais variados temas eróticos da Idade Média... o Jardim das delicias, no entanto, não deixa de ser uma representação espelhada da tolice humana – presente noutras obras do autor como: a Nave dos Loucos, a Morte do Avarento, o Carro de Feno, ou o Jardim do Amor e o Banho de Vénus. Mas, não devemos acreditar e aceitar que as pessoas se dedicam despreocupadamente a jogos amorosos cometendo o pecado mortal da Luxuria.
Tais cores e beleza/formas encantadoras, podem levar-nos a crer que nunca seriam utilizados para a representação de algo condenável, mas, no fim da Idade Média e inicio do Renascimento, a beleza física era muitas vezes vista como suspeita, pois aprendia-se que o pecado se apresentava ás suas vitimas com o mais atraente dos aspectos, mas que por de trás de tal beleza física e carnal se escondia muitas vezes a morte e a condenação eterna. Portanto, e não negando o carácter onírico e fantástico desta obra, Bosch mostra-nos com o Jardim das Delicias, também, um falso paraíso, cuja beleza é passageira e conduz os homens e mulheres à ruína e à condenação, tema muito comum na arte e literatura medievais.
Neste painel central não há também crianças – não cumprimento do mandamento «frutificai e multiplicai-vos» - mostrando o painel o não cumprimento do mandamento divino por parte de Adão e Eva e seus semelhantes/descendentes, mas sim a sua perversão – comido o fruto proibido.

No volante direito, o sonho erótico do Jardim, cede, perante a realidade do pesadelo. O Inferno de Bosch. Os edifícios ardem e explodem contra o fundo escuro, a agua que os circunda transforma-se em sangue, há representações de todo o tipo de formas de morrer (com dor) e ás mãos das mais variadas criaturas, a Luxuria é o pecado a castigar, mas também a preguiça, a ira, etc.


"A Criação do Mundo" (verso dos volantes do triptico do "Jardim das Delicias terrenas") - grisalha em madeira - 2220 x 195 cm

No verso dos volantes, esta representado em tons suaves de cinzento e cinzento-esverdeado, a criação do mundo (de acordo com a história da Bíblia, segundo a qual, Deus criou o mundo pela sua palavra). De uma abertura nas nuvens, no canto superior esquerdo, o Criador olha, sentado num trono, calmo. No painel em frente na sua margem superior pode ler-se a sua acção: «ipse dixit et facta sunt, ipse mandavit et creata sunt» (salmo 33,9) - «Assim como ele fala, assim é feito, como ele construiu, assim será.»

bibliografia: "A obra de pintura: Bosch", Walter Bosing; Taschen/Público, 2003

ligações: http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/bosch/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hieronymus_Bosch


sábado, 14 de junho de 2008

"O triunfo da Morte"

"O triunfo da Morte", 1562; (Pieter Brueghel, o velho; c.1525-1569)
(óleo sobre painel de madeira; Museu do Prado, Madrid)

Tela interpretada como uma alegoria à peste negra, que assolava periodicamente a população europeia (séculos XIV a XVI sobretudo, se bem que com "ciclos" até ao século XVIII) da época.

Exércitos de esqueletos avançam sem parar, desde o horizonte, arrasando tudo por onde passam. Num primeiro plano desenrola-se a batalha final contra as hostes do mal, que usam tampas de caixões à guisa de escudos. O massacre é apoteótico, os homens são despejados em massa para um túnel que parece a porta do inferno (direita). Um esqueleto que monta um esfomeado cavalo percorre o campo de batalha ceifando cabeças com uma gadanha (centro), enquanto o carro dos mortos recolhe os crânios (esquerda).
Sucumbem à morte, nobres e plebeus sem distinção. No primeiro plano (da esquerda para a direita) o rei agoniza enquanto a morte lhe rouba as riquezas. Os bispos e monjas caiem, e de nada serve aos nobres cavaleiros enfrentarem-se de espada na mão. Como único sinal de esperança, o tocador e uma dama dedicam as suas últimas horas a cortejar-se amorosamente, alheios a tanta destruição(extremo direito inferior).



quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dança Macabra

DANÇA MACABRA:
Tema literário e iconográfico relacionado com as epidemias (sobretudo a peste negra), do século XIII ao XVI
free music

(clicar no play para ouvir)
musica: Danse Macabre
autor: Camille Saint-Saëns


"La Danse Macabre, também chamada Dança Macabra, Dança da Morte, La Danza Macabra, ou Totentanz, é uma alegoria do final do período medieval sobre a universalidade da morte: não importa o estatuto de uma pessoa em vida, a dança da morte une a todos. La Danse Macabre consiste na representação de uma Morte personificada conduzindo uma fileira de figuras de todos os estratos sociais dançando em direcção aos seus túmulos — sendo típico representarem-se: um imperador, rei, papa, monge, adolescente e bela mulher, todos apresentados como esqueletos. Estas representações foram produzidas sob o impacto da Peste Negra, que lembrou as pessoas de quão frágeis eram suas vidas e quão vãs eram as glórias da vida terrena.

O exemplo artístico mais antigo é o cemitério pintado a fresco da Église des St. Innocents (Igreja dos Santos Inocentes, em francês) em Paris (1424). Há também trabalhos por Konrad Witz em Basiléia (1440), Bernt Notke em Lübeck (1463) e xilogravuras por Hans Holbein, o Jovem (1538).

As cenas finais do filme O Sétimo Selo por Ingmar Bergman retratam um tipo de Danse Macabre.

Israil Bercovici afirma que a Danse Macabre originou-se entre os judeus sefardins no século XIV na Espanha. [Bercovici, 1992, 27]."

em: http://pt.wikipedia.org/?title=Dance_of_Death


"O comet’inganni
Se pensi che gl’anni
Non hann’da finire,
Bisogna morire

(Como estás enganado
Se pensas que os anos
Não vão terminar
É preciso morrer)"



“A palavra peste não continha apenas o que a ciência desejaria nela definir, mas uma longa procissão de imagens extraordinárias...”

Albert Camus, La peste. Paris, Gallimard, 1947 (Collection Folio, 1992); p.43.


terça-feira, 6 de maio de 2008

De pequenino...

.... é que se aprende a ser cruel com os animais!

"Atirei o Pau ao gato,
mas o gato, não morreu,
Dona Chica, assustou-se
Com o berro, com o berro
Que o gato deu, miauuu."

Atirar paus a gatos com o intuito de os matar e regozijo com os berros (gritos de dor!) do pobre do gato...
Posso andar por aí a atirar (ou bater) com paus aos imbecis que se lembram de melodias tão belas e didácticas como esta, e que as ensinam desde o jardim escola? hein!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Envelhecer...

" (...) dois velhos, sentados no mesmo banco, calados, provavelmente conhecem-se há tanto tempo que já lhes falta de que falarem, talvez andem só a ver quem morre primeiro."

José Saramago: "O Ano da Morte de Ricardo Reis"


Esta frase reflecte a meu ver muito daquilo que é o processo de envelhecer na sociedade portuguesa dos finais do século XX e princípios do XXI... triste quadro este! De que modo devemos tratar os nosso "anciãos"?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tradições!?

Aproveitando este vídeo que me foi enviado por e-mail por um amigo, aproveito a ocasião para lançar a temática: Tradições!? O que? Quais são validas? Como? Em que medida não são atrasos estruturais a nível social e humano? Que interessa preservar?


Aguardo a vossa colaboração! Gostaria de gerar uma discussão/(poli)dialogo...
Eu darei também a(s) minha(s) perspectiva(s)!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

"Ruce"



Sem comentários... AHAHAHAHAHA!!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Seres Humanos???!!! NUNCA


Pledge to go fur-free at PETA.org
PS: muito violento (eu não tive estômago para ver até ao fim)

Modo como se "tratam" os animais dos quais se vais retirar a pele e o pelo (algo inútil... o algodão serve perfeitamente para nos vestirmos) na China (e não só, estou em crer, infelizmente!)
Quem trata assim os animais é desprezível e criminoso...

já agora aqui em Portugal não é diferente, continuamos a permitir touradas (agora até com morte do touro em plena arena para regozijo das bestas que defendem "tradições"), a manter os animais de aviário e de criação/engorda, que vão ser para nossa alimentação (não sou vegetariano) em condições de salubridade duvidosa e em espaços mínimos, continuam a fazer-se lutas de cães (ilegais é um facto), a permitir animais no circo, a existir zoológicos em que os animais são mantidos enjaulados, etc - tudo isto, a meu ver, é o reflexo de uma sociedade atrasada, o que se vai reflectir também no modo como interagimos com os outros seres - com semelhantes humanos inclusive - e como os desrespeitamos e maltratamos socialmente...

O ser Humano é o ANIMAL mais cruel, estúpido, mesquinho, destrutivo e inútil que pisa o planeta (tenho vergonha e nojo de pertencer a esta "classe")!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Politica"

“Num governo bem organizado, O Estado deve ser rico e os cidadãos pobres”
Maquiavel: "O Príncipe" 1514

Já no século XVI o pensamento politico primava pela engorda dos "porcos" do/no poder (do estado)... o tempo passa os "regimes" mudam e as politicas... nem por isso!