"Claro que essas pessoas não me conhecem, mas eu sim. Conheço-as intimamente; quase lhes decorei as fisionomias - e regozijo-me quando estão alegres, angustio-me quando as vejo tristes. (...)" em: Noites Brancas, F. Dostoievski
domingo, 6 de novembro de 2011
As Noites 64ª [...]
[...]
Os gestos que sabe não deveria tomar mas que o seu intimo o impele a realizar.
domingo, 10 de maio de 2009
NoiteBranca, a 64ª [... um velho]
Uma espécie de velho lobo do mar que gozaria o seu merecido descanso não se desse o facto de lhe faltarem as conquistas, as (des)aventuras e as peripécias de uma longa e preenchida existência...
Estou, ou melhor, suo fisicamente débil, um espírito (ser) jovem num corpo incapaz de dar resposta e/ou aguentar as vontades, aspirações e desejos daquele que o habita...
E assim me torno precocemente num velho débil, caseiro e cada vez mais só.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
NoiteBranca, a 63ª [handicap e/ou assalto de dúvida]
Este inicio tem sido um misto de dificuldades e benesses. A benesse, o ter enviado currículos em finais de Dezembro (2008) e ter sido contactado para colaborar em trabalhos logo no dia 2 de Janeiro e desde então continuo a colaborar com a mesma empresa (Dryas Arqueologia lda.) sem ter tido ainda a necessidade de voltar a procurar (algo que colegas meus continuam ainda a fazer, já desesperadamente, sem que nada lhes surja!) ou ficado "desempregado". Estarão a gostar do meu trabalho? Espero que sim, pois aqui tenho aprendido bastante (os metodos de trabalho e de registo são louváveis no contexto real daquilo que é a arqueologia de emergência em Portugal) e o ambiente (as possoas) é bom... mas, há sempre um mas para mim, tenho estado a trabalhar (trabalho muitas das vezes duro e à mercê do clima) em locais no minimo a 500 kms de casa e sinto, a cada dia que passa, que não tenho perfil para uma vida nómada, sou um tipo de hábitos e que necessita de "almofadas" para não entrar em atitudes separatistas de isolamento, em depressão (posso mesmo, sem me dar conta de tal na maior parte das vezes, tornar a minha antisocialidade em atitudes "agressivas") - espero a breve trexo conseguir superar este meu handicap...
A preocupação assalta-me cada dia mais violentamente, tenho eu perfil para a Arqueologia (ser arqueólogo)?
domingo, 21 de dezembro de 2008
NoiteBranca, a 62ª [sinto-me...]
É algo desolador, mais penoso do que ser ridicularizado - também em espaço publico - por um alguém (um ser por norma idiota o qual não merece nada mais que o desprezo!)...
Desejo-te uma noite não "branca"!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
NoiteBranca, a 60ª ["redenção"]
Decidi então, redimir-me, de certo modo, publicamente, através das NoitesBrancas!
Podia ter-te escrito que és uma pessoa linda - embora já to tenha dito antes - ou então, o quanto é bom contactar contigo, para nunca mudares; como és um espirito bom, generoso e atencioso; como me agrada a tua loucura - camuflada de serenidade - serenidade também ela real em ti Seriam tudo, no entanto, lugares comuns, de uma vulgaridade - sentida, é verdade! Está dito!?
Não! Nem, tudo...
E voltei ao mesmo, porquê?! Porque, a minha dificuldade, prende-se com (entender o que deve/é ser): a coisa bonita!
Mas, então. cá vai, a minha redenção (o meu conceito de coisa bonita): se quiseres e se precisares, estarei aqui... e, se por algum acaso, eu me mostrar distraido ou ausente, agradeço que me obrigues (ou ensines) a deixar de o estar, nem que seja com dois pares de estalos!
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
NoiteBranca, a 59ª [Fantasia & Allegro non Troppo]
"Toccata and Fugue in D Minor" de Johann S. Bach - Fantasia (1940)
"(Suíte) Quebra-Nozes" (fragmento) de P.I. Tchaikovsky - Fantasia (1940)
"Night on Bald Mountain (Uma Noite no Monte Calvo)" de Modest Mussorgsky - Fantasia (1940)
"Ave Maria" de Franz Schubert - Fantasia (1940)
"Bolero" de M. Ravel - Allegro non Troppo (1977)
"Valse Triste" de Jean Sibelius - Allegro non Troppo (1977)
"The Firebird" de Igor Stravinsky - Allegro non Troppo (1977)
O tipo e tom das animações são diferentes, Fantasia apresenta-se mais optimista, enquanto que Allegro non Troppo parece sofrer já de depressão e desilusão com a sociedade contemporânea, é uma caricatura, uma ironia (social)...
http://www.imdb.com/title/tt0074121/
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
NoiteBranca, a 58ª [the story]
interprete: Norah Jones
álbum: My Blueberry Nights (soundtrack), 2007
"I don't know how to begin
'Cause the story has been told before
I will sing along i suppose
I guess it's just how it goes
And now those sprangs in the air
I don't go down anywhere
I guess it's just how it goes
The stories have all been told before
But if you don't char
The light won't hit your eye
And the moon won't rise
Before it's time
But if you don't char
The light won't hit your eye
And the moon won't rise
Before it's time
But i don't know how it will end
With all those records playin'
I guess it's just how it goes
The stories have all been told before
I guess it's just how it goes
The stories have all been told... before
I guess it's just how ït goes..."
terça-feira, 19 de agosto de 2008
NoiteBranca, a 57ª [escuro...]
Há um sem limites de possibilidades quando cai o silêncio da noite, silêncio apenas possível fora da cidade e onde esta tem a luz do luar e das estrelas, onde não é ofuscada pela iluminação eléctrica intensa dos aglomerados urbanos, em que o céu nocturno tem cor de céu e o recortado escuro do relevo é claramente desenhado no horizonte, e não aquele tom deslavado tão característico e citadino a que estamos (quase todos) habituados...

Das inesgotaveis possibilidades, escolhi a escuridão, ou melhor, esta me escolheu, uma escuridão em que imperam os tons cinzentos, nas variações do branco ao negro total, e sem brilho... Quero libertar-me da escolha, mas esta, envolve-me, cada vez mais, nas suas redes de seda, invisíveis ao olhar, imperceptíveis ao toque, mas (in)quebráveis pela vontade...
(fotos e edição: Mauro Correia)
terça-feira, 12 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
NoiteBranca, a 55ª [longe...]
terça-feira, 15 de julho de 2008
NoiteBranca a 54ª
Esta noite gostaria sonhar, com o quê não o sei, queria simplesmente sonhar, sonhar à melodia da minha respiração de sono compassada e profunda, sem perturbações, sem (um)a consciência que diz-se me atormenta!
domingo, 29 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
NoiteBranca, a 51ª
Estou amputado de (meus) sentidos, agrilhoado por forças divinas de infinito nada...
Quero esquecer... até...
...(a)o devir...!?
sábado, 31 de maio de 2008
NoiteBranca, a 50ª
(em jeito de homenagem às duas / B.ilhete de I.da)
quarta-feira, 28 de maio de 2008
NoiteBranca, a 49ª ["vícios e ódio"]
Odeio que fiques a saber o que penso,
Odeio os teus silêncios,
Odeio o modo como me lês,
e Odeio a ideia de que possas conhecer as entranhas da minha essência!
E é com este "ódio"que alimentas os meus “vícios” de aqui estar e de ser...
(Cinco "ódios" e dois "vícios")
Desejo-te, desta, uma noite "branca"!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
NoiteBranca, a 48ª
Li por aí algures [perdoe-me o autor por não lhe referir o nome, que desconheço] que: "O homem mais livre que conheci, vivia acorrentado ao coração de uma mulher", confesso-me [e espero não estar redondamente enganado], só serei um espírito realmente livre a partir do momento em que for acorrentado e ao mesmo tempo acorrentar o coração daquela mulher!
[Livre = Acorrentado!?]
terça-feira, 29 de abril de 2008
NoiteBranca, a 47ª
domingo, 20 de abril de 2008
NoiteBranca a 46ª
Não, tem de ser um facto – pereci de verdade – estou finado por dentro, não nas entranhas, mas noutro qualquer dentro! Mas quando isto aconteceu? Terá sido mesmo há pouco? Ou, pelo contrário, será que é desde sempre este o meu estado interior?! E porque aconteceu? [Não o sei, ou talvez saiba e não to queira dizer... Mas provavelmente não o sei mesmo, quem o sabe? Não serás tu quem sabe?!]
[Mas que discurso é este o meu? Que vulgaridade...]
Desejos de uma noite não “branca”!





