sábado, 4 de setembro de 2010

metades que se completam...

“A cidade de Sofrônia é composta de duas meias cidades. Na primeira, encontra-se a grande montanha-russa de ladeiras vertiginosas, o carrossel de raios formados por correntes, a roda-gigante com cabinas giratórias, o globo da morte com motociclistas de cabeça para baixo, a cúpula do circo com os trapézios amarrados no meio. A segunda meia cidade é de pedra e mármore e cimento, com o banco, as fábricas, os palácios, o matadouro, a escola e todo o resto. Uma das meias cidades é fixa, a outra é provisória e, quando termina a sua temporada, é desparafusada, desmontada e levada embora, transferida para os terrenos baldios de outra meia cidade.
Assim, todos os anos chega o dia em que os pedreiros destacam os frontões de mármore, desmoronam os muros de pedra, os pilares de cimento, desmontam o ministério, o monumento, as docas, a refinaria de petróleo, o hospital, carregam os guinchos para seguir de praça em praça o itinerário de todos os anos. Permanece a meia Sofrônia dos tiro-ao-alvo e dos carrosséis, com o grito suspenso do trenzinho da montanha-russa de ponta-cabeça, e começa-se a contar quantos meses, quantos dias se deverão esperar até que a caravana retome e a vida recomece.”

Por: Italo Calvino em "As Cidades Invisíveis"

sábado, 12 de junho de 2010

abandono e repouso

Aquele que deve ter sido o repouso de muitos ao longo do tempo abandonado num prado a contemplar a pacifica existencia da vida...

Foto e edição: Mauro Correia, Foz do Sabor, 19 Maio 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fauna na Flora

Um breve momento de distracção, numa árdua manha de trabalho...

Foto e edição: Mauro Correia, 26 de Maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

Primavera...

19 de Maio 2010, Cabanas de Cima, Torre de Moncorvo
(foto e edição: Mauro Correia)

sábado, 22 de maio de 2010

Fim de dia para relaxar...

Num final de dia trabalho numa tentativa de relaxar...

Onde o rio Sabor beija as águas do Douro...

O vale (da Vilariça) onde me projecto como sombra que em nada perturba o equilíbrio...

Fotos e edição: Mauro Correia, 19 de Maio de 2010


domingo, 28 de março de 2010

fozcoenses

Depois de um longo período de interregno, decidi tentar reabilitar as NoitesBrancas...


(fotografias e edição: Mauro Correia, 28 de Março de 2010, Vila Nova de Foz Côa)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Them Crooked Vultures"

Para ouvir e ouvir:

musica: New Fang
álbum: Them Crooked Vultures, 2009
interprete: Them Crooked Vultures


terça-feira, 3 de novembro de 2009

ruína

Uma questão que me assalta: que é (um)a ruína?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

...


Silhades ao primeiro olhar...

Foto e edição: Mauro Correia, Torre de Moncorvo 26 de Outubro de 2009

Work in Progress

19 de Outubro de 2009, lugar da Póvoa, Adeganha - Torre de Moncorvo
Foto e edição Mauro Correia

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

mundo a passar e a vida a correr…

Não lugar, não existir, ver o mundo a passar e a vida a correr…

Debruçado sobre um qualquer alpendre de um espaço público, numa qualquer esplanada de um qualquer sitio, assistir a existência de-cima que nem um voyeur… sedento de ser-parte…

E assim decorre à frente dos olhos a rotina e o lazer… a mãe que (per)segue em passo acelerado a criança que foge e se esgueira por entre as dezenas de desconhecidos, o jovem que tenta, disfarçadamente, seduzir e dar a mão à rapariga de cabelos escuros que o acompanha, a mulher, bela, que olha no infinito com uma expressão perdida e introspectiva e que é observada, de soslaio e com desejo, pela maior parte dos indivíduos do sexo masculino… o carteirista, ou pelo menos isso aparenta ser, que procura sorrateira e despercebidamente sacar algo dos múltiplos e coloridos sacos de compras da mulher de aspecto doente… o carinho entre um casal de idosos, as mulheres da limpeza com o seu uniforme inconfundível, o segurança que nada observa e a atitude hediondo de dois indivíduos que julgam e riem abertamente de tudo e todos, pelos seus limitados critérios, decadentes, débeis e grotescos… e mais, muito mais acontece… tudo fervilha de ritmo… e ninguém atenta a nada que não si mesmo…

Criatura estranha, esta que observa, sem interferir, no entanto nada garantindo que não esta também a ser observada ou no mínimo pressentida… mas que quer afinal? Fazer parte deste viver-para-dentro-de-si-mesmo que observa e regista? Existir… ser… viver...

Acorda(r)!

Mauro (Outubro de 2009)

domingo, 11 de outubro de 2009

... volubilidade...

"(...) a volubilidade feminina que tão facilmente se despe de emoção como de um elegante vestido de noite."

por: Joseph Conrad, no conto O Conto
em: Juventude, pp: 66/67, Edições Quasi