sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Porta (entre)aberta

[foto e edição: Mauro Correia]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

NoiteBranca, a 57ª [escuro...]

Há um sem limites de possibilidades quando cai o silêncio da noite, silêncio apenas possível fora da cidade e onde esta tem a luz do luar e das estrelas, onde não é ofuscada pela iluminação eléctrica intensa dos aglomerados urbanos, em que o céu nocturno tem cor de céu e o recortado escuro do relevo é claramente desenhado no horizonte, e não aquele tom deslavado tão característico e citadino a que estamos (quase todos) habituados...


Das inesgotaveis possibilidades, escolhi a escuridão, ou melhor, esta me escolheu, uma escuridão em que imperam os tons cinzentos, nas variações do branco ao negro total, e sem brilho... Quero libertar-me da escolha, mas esta, envolve-me, cada vez mais, nas suas redes de seda, invisíveis ao olhar, imperceptíveis ao toque, mas (in)quebráveis pela vontade...


Desejos de noites não "brancas" longe da escuridão...

(fotos e edição: Mauro Correia)

domingo, 17 de agosto de 2008

Sugestão musical da semana


Discover Prince!

musica: Purle Rain
interprete: Prince
álbum: Purple Rain, 1984

terça-feira, 12 de agosto de 2008

NoiteBranca, a 56ª [luz & sombras]

Quatro "clicks" da mesma Luz e das mesmas Sombras...
A minha metáfora, a mesma de sempre... a minha hipotética luz e as minhas reais sombras!

Desejos de noites não "brancas"!

[fotografias e edição: Mauro Correia]

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Save Room"


música: Save Room
interprete: John Legend
álbum: Once Again, 2006

"Save room for my love
Save room for a moment to be with me
Save room for my love
Save a little, save a little for me
Won't you save a little
Save a little for me..."


*

domingo, 10 de agosto de 2008

Históricos companheiros...

"(...) Então, aborrecido com a sua própria azelhice, Deus riu-se por ver que a desobediência de Noé nada pudera contra a nossa resistência vital. Disse, como sempre de cima para baixo: Sejam o ratazano e a ratazana, daqui em diante, companheiros do homem na Terra e portadores de todas as pragas prometidas... (...)"

em: A Ratazana; Günter Grass (página 15; Publicações Dom Quixote)

Sugestão musical da semana


música: Putos a Roubar Maças
interprete: Dead Combo
álbum: Lusitânia Playboys, 2008

sábado, 9 de agosto de 2008

(In)pressões de...

Ainda não eram 6:40 horas da manha, quando saí de casa com a mochila às costas rumo à paragem do autocarro que me iria levar à estação de caminhos de ferro.

A minha noite havia sido, como tantas outras, passada em claro, povoada por suores frios, com o corpo e a alma (entidade éterea à qual melhor se adapta o termo consciência!) num dueto sincronizado ao milímetro nos espasmos da insónia... tive alucinações – talvez aquilo a que outros chamam de sonhos (pesadelos?), mas, que no meu actual caso, melhor se assemelham a desejo! Imaginei, que na manha de hoje, o velho comboio (o vagão onde viajo data de 19....) se desviaria do seu trajecto pré-definido e me levaria a Ti, e tu sabe-lo-ias, e, estarias a aguardar a minha chegada, observando com olhos despertos o espelho de água que corre por entre esse vale cerrado e solarengo onde habitas (ou que julgo habitares!), e tal era concebível, apenas, porque havias sido Tu, em artes de alquimia, a desviar o rumo do comboio das 7:25 que partira da linha 13. O espanto no interior da locomotiva era geral, nem o maquinista escapou. Alguém, de nervos mais frágeis, entrava já, em estado de pânico e paranóia, só Eu estava sereno – e com um leve sorriso no rosto (não sou pessoa para ter um sorriso para lá do leve, há caracteres assim) pois sabia, ainda que inconscientemente, que eras Tu que estava por detrás de tal insólito acontecimento, e era tudo o que Eu queria, Tu a levares-me rumo a Ti e ao Teu refugio, por Tua iniciativa e vontade... mas, foram tudo perturbantes suores frios!

O autocarro já vai cheio, mesmo a esta hora madrugadora em pleno mês de Agosto, cheio de homens e mulheres que vivem de dignas actividades que ninguém quer. As suas faces não reflectem, já, o brilho da manha – o dia também acordou cinzento do nevoeiro, talvez por as minhas alucinações não se irem concretizar (que valor me estou a atribuir, para que o dia se mostre assim), ou, então, é porque, as manhas no Porto são mesmo assim no verão, cinzentas e abafadas.
No comboio, já tudo e todos, têm um aspecto diferente, mesmo antigo, é ainda confortável – a lamentar, apenas, o turvo e sujidade das suas janelas, que, se nos momentos iniciais da viagem ajudam a encobrir o degredo de uma paisagem urbana suja, degradada e desordenada, mais à frente, sujidade que irá dificultar o deleite da paisagem duriense (felizmente poderei abri-las!)... mas não quero falar do devir, quero manter-me fiel à impressão do agora (tal e qual um pintor impressionista, mas de lápis na mão, bloco no regaço e olhos erguidos), as pessoas têm agora um ar diferente, mais luminoso, alegre ou sereno, de quem vai em lazer a terras do Douro, visitar parentes ou a terra natal. Há conversas alegres e descontraídas, sonos calmos – embalados pelo som monótono e repetitivo do deslizar da locomotiva nos carris, que se interrompe a cada paragem numa qualquer estação e apeadeiro... parece uma realidade diferente da deixada na estação de Campanhã, uma realidade cujo ritmo é mais humano, em que até a minha alucinada escrita, de encosto à janela do comboio, não parece destoar.
A beleza de algumas das paragens e sua arquitectura é deslumbrante, e seu estado de degradação e abandono (mortos de humanidade... não-lugares) dilacerantes... quase me esqueço do desejado desvio!

Vou olhar e fruir um pouco... volto com os socalcos, o xisto, o granito, o vinhedo e o Douro que estão mais à frente... A janela está já aberta...

O Douro passa a meu lado – na realidade, sou eu quem por ele passa - sempre majestoso na sua demanda a caminho do oceano, rasgando os montes com a sua fúria e milenar paciência – parece tão calmo, deve ser fruto da sua experiência – montes onde os homens esculpiram, a muito custo e ao longo de intermináveis gerações, os socalcos, escadarias para os deuses, onde deixaram e deixam o seu próprio sangue, para desta terra extrair o néctar – que muitos, dizem ser, o dos deuses, o sangue que nas veias e artérias destes corre!
Ao nível deste Rio, que corre à minha direita, surges de novo, já não na forma de desejo de um desvio em direcção ao vale que é o teu refugio, antes, desejo de que aqui a meu lado estivesses, observando, em silêncio cúmplice com o meu, esta colossal arquitectura erguida em parceria pelo Douro e pelos homens – numa simbiose perfeitamente natural – abstraídos da gente que enche a carruagem, absorvidos na paisagem e em nós... mas, é tudo, mais uma vez, um delírio inconsistente... Tu deves estar, ainda, absorvida no sono, no rescaldo de uma noite quente de verão no vale, em que eu, serei o mais longínquo de todos os teus pensamento, dos teus sonhos (se é que destes consto!).

Os delírios começam de novo a desvanecer, a viagem é absorvente, e o destino, que não és tu, não é vil, são uns “rabiscos” milenários, pré-históricos, de uma mestria e subtileza assombrosos e numa paisagem tão magnânima quanto traiçoeira... é, o meu delírio físico, tu, a minha alucinação e desejo meta-físicos, a mais traiçoeira e real de todas as minhas (des)esperanças...!


texto e fotografia: Mauro Correia,
7 de Agosto de 2008

NoiteBranca, a 55ª [longe...]

(foto e edição: Mauro Correia)

... algures fora de mim, como que observando a vida... longe do meu quotidiano físico e longe da consciência de Ser!

Desejos de noites não "brancas"!


domingo, 3 de agosto de 2008

Improvisação Gastronómica

Sou "viciado" em doces, sobretudo de chocolate. Hoje levantei-me com vontade de comer Queques de Chocolate [mas dos caseiros e não de supermercado ou pastelarias], pelo que decidi improvisar e tentar faze-los eu! O resultado foi este e o sabor recomenda-se [modéstia à parte]...

Os ingredientes e receita são estes:

- 4 ovos
- 125 gramas de chocolate em pó
- 200 gramas de açúcar
- 200 gramas de farinha trigo para bolos
- 150 gramas de margarina
- 1 colher de chá de fermento
- 1 colher de chá de café solúvel (facultativo)
- sumo de limão (facultativo) - [teria usado vinho do porto se tivesse]
- 20 formas de alumínio

Bater os ovos com o açúcar, juntar, depois, a farinha, o fermento e a margarina [eu usei manteiga] derretida. Quando estiver uma solução homogénea, adicionar a colher de café e o sumo de limão [ou vinho do porto q-b.] e por fim adicionar o chocolate em pó [eu derreti-o em banho-maria com 50g da manteiga, mas pode ser adicionado em pó directamente] e bater até obter uma mistura homogénea.
Encher as formas com a mistura - e improvisar (se apetecer) com coco ralado, pedaços/raspas de chocolate, frutos secos, etc...
Levar a forno pré-aquecido entre os 180 e os 200ºC durante 15 a 20 minutos.
Por fim, comer até fartar :P

[Ai, o pecado da gula... tenho o meu lugar garantido no inferno.... ihihihihihihihihih!]

Excentricidade

(clicar para ampliar / foto um pouco desfocada)

No Café-Restaurante "Pic-Nic" em Tomar, foi servido, ao almoço, a uns colegas de trabalho, um arroz de "delicias do mar" que tinha salsichas! :S

Julgo que a principal pergunta a colocar aqui, e não qestionando a origem maritima das salsichas de Tomar, é: salsichas são fauna ou flora marinha?

Sugestão musical da semana


musica: Blue
interprete: A Perfect Circle
álbum: Thirteenth Step, 2003

"I didn't want to know
I just didn't want to know
Best to keep things in the shallow end
Cause I never quite learned how to swim

I just didn't want to know
Didn't want, didn't want,
Didn't want, didn't want

Close my eyes just to look at you
Taken by the seamless vision
I close my eyes,
Ignore the smoke,
Ignore the smoke,
Ignore the smoke

Call an optimist, she's turning blue
Such a lovely color for you
Call an optimist, she's turning blue
While I just sit and stare at you

Because I don't want to know
I didn't want to know
I just didn't want to know
I just didn't want

Mistook the nods for an approval
Just ignore the smoke and smile

Call an optimist, she's turning blue
Such a lovely color for you
Call an optimist, she's turning blue
Such a perfect color for your eyes
Call an optimist, she's turning blue
Such a lovely color for you
Call an optimist, she's turning blue
While I just sit and stare at you

I don't want to know!"