"Claro que essas pessoas não me conhecem, mas eu sim. Conheço-as intimamente; quase lhes decorei as fisionomias - e regozijo-me quando estão alegres, angustio-me quando as vejo tristes. (...)" em: Noites Brancas, F. Dostoievski
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
NoiteBranca, a 38ª [... silêncio?]
Aproveito esta noite então apenas para deixar um abraço aos que por cá passam!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Em torno das Palavras...
Então cá vai…
É inútil referir que é por e através das Palavras que comunicamos 90% das vezes, ou seja, estas são o nosso veículo primordial de contacto com a sociedade, com o Outro. É inútil referir a multiplicidade de significados que uma mesma e única Palavra pode ter ou adquirir, e que tantas vezes provocam mal-entendidos. È também inútil referir que as Palavras são armas, servem para atacar e defender… [tudo lérias até aqui…]
No fundo é inútil continuar aqui expelir aquilo que já foi regurgitado as mais variadas vezes… pelos mais variados indivíduos, por mim e por Ti!
Então afinal que pretendo eu como isto? [por vezes consigo entediar-me a mim mesmo!]
Pretendo [Quem sou para pretender o que quer que seja? Sou o administrador/redactor deste espaço… Ora Toma!] demonstrar toda a minha indignação com a forma displicente, desrespeitante e insignificante como na nossa (pós)Pós-Modernidade as Palavras são vomitadas…
Merda, p’ra isto! Respeitem as Palavras, usem-nas com ponderação… [sim, eu passo já a explicar o desrespeito… ai de mim se não o fizesse!]
Hoje, todos opinam acerca de tudo… «ah e tal por isto, ah e tal porque aquilo não devia ser assim… se fosse eu é que era»… blablablabla!!! Mas nem nisto que se usam das Palavras de modo mais displicente… aqui ficamos apenas no patamar da insignificância. [já me dizia a minha avó: “Vozes de burro não chegam aos céus”; e quantas vezes me serviu e há-de servir este chapéu]; o âmago da minha indignação não esta também, ao contrario do que podes julgar, na cada vez mais notória falta de capacidade de articulação da língua portuguesa por parte de dizem… os portugueses [prontos pá contece, ñ nos vamos xatiar por causa desta cena men… ía tar a ser um ganda kortes] [até me doeu o parênteses anterior… autch!]… se bem que por vezes sinta a necessidade de um dicionário desta linguagem em códice [se alguém souber onde posso comprar um por favor diga-me], bem isto não são bem palavras pelo que o nível de desrespeito torna-se menor, digamos displicente [idiota era o que apetecia escrever, mas há que ser politicamente correcto… eheheheh] [e se reparaste na imagem, sim as palavras são em inglês... é só uma ilustração nada mais].
O que me atormenta [já estou pior que indignado!?] mesmo é o uso das Palavras, de algumas palavras (amigo, saudade, ódio, amor, saber, conhecimento… e tantas outras), cujo(s) significado(s) é/são demasiado importante(s), profundo(s), humanos e irreversíveis para que sejam usadas (cuspidas) com a leviandade [no sentido sócio-ambiental do termo] e a indolência que correm… Porra! [Sim, posso ser maníaco, lamechas, ou outra qualquer coisa que te esteja a ocorrer… Pois sou e depois?]
Após todo este texto… chego a conclusão que também eu sou um constante deturpado e desrespeitador das Palavras…
Mauro Correia, 11 de Fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Sugestão Musical da semana
musica: Ziggy Stardust
interprete: David Bowie
álbum (da versão original): The Rise & Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, 1972
interprete: Bauhaus
álbum: Sky's Gone Out (bonus tracks), 2004
Fantásticas...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
"Hoppipolla" - Sigur Rós
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
"Goodnight Lovers"
musica: Goodnight Lovers (ao vivo em Milão, DVD Touring the Angel, 2006)
interprete: Depeche Mode
álbum (da versão original): Exciter, 2001
"Here, somewhere in the heart of me
There is still a part of me
That cares
And I'll, I'll still take the best you've got
Even though I'm sure it's not
The best for me
When you're born a lover
You're born to suffer
Like all soul sisters
And soul brothers
I, I can see the danger signs
They only help to underline
Your beauty
I'm not looking for an easy ride
True happiness cannot be tried
So easily
When you're born a lover
You're born to suffer
Like all soul sisters
And soul brothers
Like all soul sisters
And soul brothers
You can take your time
I'll be waiting in line
You don't even have to give me
The time of day
When you're born a lover
You're born to suffer
Like all soul sisters
And soul brothers
Like all soul sisters
And soul brothers"
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
"Politica"
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
NoiteBranca, a 37ª [... chuva!]
... chove lá fora... a vontade é ficar em casa, no calor e no aconchego do interior... mas falta algo... alguém? Não, é a humidade desagradável da chuva que aos poucos se vai apoderando também do interior da habitação?
... chove lá fora... a cabeça dói... o corpo sente um constante mau estar... dores pachorrentas, incomodativas... que moem!
... chove lá fora... a vontade é já sair... sem destino, sem planos, sem ouvir... apenas sentir! Sentir o quê? A chuva?
... chove lá fora... sem parar... o ambiente é carregado, negro... o estado de espírito equipara-se ao ambiente, cola-se a este!
... (ainda) chove lá fora...
