
Estilo "rócócó"... nem me vou alongar em comentários
(placa informativa/descritiva das ruínas arqueológicas da Casa Grande, Freixo de Numão)
"Claro que essas pessoas não me conhecem, mas eu sim. Conheço-as intimamente; quase lhes decorei as fisionomias - e regozijo-me quando estão alegres, angustio-me quando as vejo tristes. (...)" em: Noites Brancas, F. Dostoievski
Foi apenas no passado mês de Setembro que visitei pela 1ª vez alguns dos núcleos com Gravuras Paleolítico Superior (cerca de 25000 até 10000 anos a.C.) de Vila Nova de Foz Côa, e devo dizer que superou todas as minhas expectativas... o traço é por norma lindíssimo e de uma leveza e subtileza indescritíveis.Custa-me, mas a realidade da arqueologia em Portugal é negra... senão veja-se este video (http://www.youtube.com/watch?v=N3EOROZI9Sk), em que estudantes de ensino superior "trabalham" do modo que se vê... e o "investigador" afirma do alto do seu superior "intlecto": «é um mosaico!»
Escavar como deve ser e fazer um registo serio deve estar muito alem das capacidades destes "arqueologos"....
Foi na pequena freguesia de Sebadelhe, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, que fiquei alojado nas minhas mini-ferias, pelo que decidi deixar um pouco da historia de tão acolhedor local...Segundo Pinto Ferreira, na sua obra «0 Antigo Concelho de Freixo de Numão», o terramoto de 1755 teria feito derruir velhas ruínas de uma torre, talvez restos de um Castelo Medieval. Ainda, segundo a tradição, o provável Castelo medieval de Sebadelhe teria sido reedificado sobre as ruínas de um castro, por ordem de D. Sancho I (Vid. «Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses», do General João d' Almeida).
Num documento do século X, que faz referência de uma doação da Condessa D. Flâmula a D. Mumadona, aparecem citados vários Castelos entre os quais o de «Sebatelli» que alguns historiadores têm feito recair sobre «Sebadelhe da Serra». Poderá, no entanto, ser o mesmo deste Sebadelhe (concelho de Vila Nova de Foz Côa).
Nos fins do século XIV era aldeia do concelho de Numão, tendo dois dos seus habitantes, Domingos Cão c João Peres participado na reunião que escolheu o procurador concelhio às cortes de Torres Novas (1350).
No século XVI contava 30 moradores, conforme apurou o recenseamento de 1527.
Existe nesta povoação um monumento em granito, constituído por uma coluna oitavada, rematada por um capitel quadrangular dentado, que assenta numa base de dois degraus. 0 degrau inferior é quadrangular e o segundo circular. Tem sido considerado um pelourinho. Ultimamente foi avançada a hipótese de que se trata de um cruzeiro mutilado, provavelmente quinhentista. O facto de até agora não ter sido divulgada documentação a atestar que Sebadelhe alguma vez tenha sido vila não deixa de dar força a essa ideia.
Ainda no século XVI foi a igreja de Sebadelhe anexada à Universidade de Coimbra. Como proprietária que era, cabia-lhe fazer obras de conservação, como de facto veio a acontecer no início do século XVII e no século XVIII. Em 1602 entrava água na sacristia, pelo que foi decidido entulhá-la de forma a ganhar altura, evitando assim a penetração das águas. No século seguinte arruinou-se o campanário, sendo de novo pedida a intervenção da Universidade.
À semelhança de outras povoações, são do século XVIII alguns dos principais edifícios religiosos e particulares. Encontram-se neste caso a capela de Nossa Senhora da Piedade, a Capela de S. Sebastião e a Casa da Família Donas Boto.
Nos alvores do século XIX dá-se a reconstrução da igreja matriz que o terramoto de 1755 tinha arruinado.»
Fonte e mais informação em: http://www.cm-fozcoa.pt/php/concelho/freguesias/sebadelhe/index.php
Igreja Matriz
"Casa Nova de Sebadelhe" (o local onde fiquei alojado)