quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

...2009

As NoitesBrancas desejam aos que as visitam um bom ano de 2009... que este seja repleto de luz...

(fotografia tirada em Outubro de 2008)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

...

Não faz muito o "estilo" deste espaço, mas desta enjoei definitivamente...

Este blogue (e seu autor) estão de luto pelas vitimas palestinianas do terrorismo déspota de Israel e pela indiferença da comunidade internacional (entidades e indivíduos)

domingo, 28 de dezembro de 2008

"Blindness | (Ensaio sobre a) Cegueira"

Hoje, após o almoço, decidi-me finalmente a ir ver o filme "Blidness" de Fernando Meireles [sim eu sei que já esta em exibição há imenso tempo] baseado no romance de José Saramago "Ensaio Sobre a Cegueira", que é, na minha opinião, uma obra literária de qualidade superior em que a metáfora da (des)Humanidade* é perfeita e em que o pessoal (ser unitário e único) se confunde numa amalgama informe com o impessoal (o conjunto de pertença).

Assim que soube da rodagem do filme (ainda em 2007 julgo) fiquei com vontade de ver o resultado, a capacidade de passar a imagem(ns) vivas aquele enredo, enredo que afinal também havia imaginado aquando da leitura... a face dos personagens, o seu aspecto (estereótipos?), a sua vida antes da "cegueira branca"... e sobretudo as suas pessoas - seus nomes - pois no universo de Saramago a individualidade dos personagens não é, normalmente, obtida através de nomes, mas de características (físicas, de relação, de actividade, etc). Ou seja, tinha elevado as expectativas acerca do filme [embora sabendo que um filme não pode nunca conter "toda" a narrativa de um romance, sobretudo de um tão denso de valores, de metáforas/ficções e realidades, de alegorias, de contemporaneidade, de vida e de cada um que o lê enquanto tal e enquanto ser], e estas expectativas elevaram-se ainda mais quando Saramago após ver o filme lhe ter dado o seu aval numa perspectiva emocional [que sempre pode levar ao turvar da razão].

Então porquê ter demorado tanto tempo a decidir-me ir ver?
A confusão dos centros comerciais (onde hoje estão a maior parte das salas de cinema), e, sobretudo, as criticas acerca do fraco valor cinematográfico e de capacidade adaptativa de Ensaio sobre a Cegueira para o grande ecrã [por vezes, mesmo com consciência de tal, e sabendo da sua fraca validade para o gosto pessoal de cada um, deixamos-nos influenciar por aquilo que lemos e ouvimos], o que me levou a atrasar/resfriar a minha curiosidade e vontade... até hoje!

Para um visionamento não-turvo fui sozinho, para ser capaz de me entregar...

Antes de mais... não é um filme/livro sobre cegos, ou melhor, não é apenas (nada) isso!
O filme foi para mim causador de sentimentos muito desiguais, isto é, na prática consegue transmitir muita da mensagem (da alegoria) do romance de Saramago, é cru como este, cru no sentido de ser capaz de abordar e transmitir através dos personagens (sem nome) o melhor e o pior [expressão aqui utilizada por incapacidade de encontrar outra mais adequada, pois não procuro, nem quero, fazer aqui juízos de valor acerca do Homem e seu(s) modo(s) de estar/ser], possui opções estéticas de algum interesse (se bem que nada de inovador e inesperado para o conteúdo) e planos perfeitos [quase demasiado perfeitos para o contexto]... Saramago esta lá (sem sombra de duvida), mas é apenas Saramago que lá está, e por muito que isso (me tenha) agrade(o), o cunho mais pessoal do adaptador deixa, ou pode deixar, o espectador órfão [se bem que não completamente] de identificação pessoal com o filme... não deixando de haver emoção(ões) [nossas e dos personagens] no entanto...
Para quem não leu o romance, pode ainda parecer (durante quase todo o filme) que apenas foram foram contagiados pela cegueira branca e pela (des)humanidade os personagens aprisionados na quarentena, num caso local e não global (como realmente sucede).

Em suma, pessoalmente gostei da adaptação de Meireles [é a possível, ou uma das possíveis, para uma obra de tal valor] não me tendo desfraldado grandemente as expectativas, sendo um bom filme (entretenimento e ao mesmo tempo capaz de levantar questões) quer para quem já leu o romance, mas sobretudo para quem não leu, que em minha opinião sairá da sala com vontade de -lo para entender e conhecer a totalidade da narrativa... e, em ambos os casos com a vontade de reler e rever Ensaio Sobre a Cegueira [para perceber em definitivo se gostou e apreendeu...]

A cena mais marcante do filme para mim: a chuva com a simplicidade do momento em que os personagens procuram lavar-se/limpar-se da sua angústia fisica e mental...

A (re)ver sem dúvida!


" Carmina Burana"

A sugestão musical desta semana é a ópera Carmina Burana de Carl Orff - uma cantata encenada ao estilo neo-medieval - de que aqui fica o trecho O Fortuna (talvez o mais famoso deste compositor) o "clímax" que fecha a composição:

música: O Fortuna [Imperatrix Mundi] (trecho de Carmina Burana), 1937
compositor: Carl Orff
interpretação: The BBC National Orchestra and Chorus of Wales, 1994

sábado, 27 de dezembro de 2008

(o) pensamento

"(...)
Digamos agora, por respeito à verdade, que o seu pensar não foi assim tão claro, o pensamento, afinal de contas, já por outros, ou o mesmo, foi dito, é como um grosso novelo de fio enrolado sobre si mesmo, frouxo nuns pontos, noutros apertado até à sufocação e ao estrangulamento, está aqui, dentro da cabeça, mas é impossível conhecer-lhe a extensão toda, seria preciso desenrolá-lo, estendê-lo, e finalmente medi-lo, mas isto, por mais que se intente, ou finja intentar, parece que não o pode fazer o próprio sem ajudas, alguém tem de vir um dia dizer por onde se deve cortar o cordão que liga o homem ao seu umbigo, atar o pensamento à sua causa.
(...)"

em: O Evangelho segundo Jesus Cristo (pp: 37 e 38)
José Saramago
Ed. Caminho

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

natal...

E pronto, cá esta de novo o reboliço que é o Natal... e, por muito que o tente negar (não gosto muito desta quadra) não me passa indiferente. Portanto, e correndo o risco de cair em alguns lugares-comuns, cá vai o que deveria ser em meu entender esta quadra e os meus desejos para a mesma.


O Natal não é já, ou não deve se-lo (apenas), uma celebração e acto religioso-católico, pois, tal como eu, muitos não crentes vivem e são actuantes nesta quadra. Deve ser uma época de partilha(s) entre iguais, uma experiência sensual, dos sentidos [ai a gula!] e dos sentimentos, onde os excessos (de carga positiva) se devem permitir, incentivar e praticar. Um período em que não pode haver pudor em procurar aquele/a(s) de quem se sente vontade de ouvir a voz e que constantemente se hesita procurar com o receio de incomodar ou por falta de tempo [a mais descarada das desculpas... que tantas vezes também aplico!]...



O Natal é uma criança com a felicidade de um regalo estampada com sinceridade no rosto. É dar... e receber...





Resta-me desejar aos que visitam este espaço [e a toda a gente que nunca lerá isto] um:

FELIZ NATAL!
Feliz Navidad!
Joyeux Noël!
Merry Christmas!
Kola Christougenna!
Buon Natale!
Frohe Weihnachten!
...

E agora vou contribuir [se bem que modestamente] para o Natal...

domingo, 21 de dezembro de 2008

NoiteBranca, a 62ª [sinto-me...]

Já te ignoraram na rua? Alguém que julgavas conhecer e confiar - um amigo(a) - e que num espaço publico se esquiva de ti olhando para o lado e ajeitando o cabelo fingindo não te ver/conhecer?
É algo desolador, mais penoso do que ser ridicularizado - também em espaço publico - por um alguém (um ser por norma idiota o qual não merece nada mais que o desprezo!)...

Sinto-me...

Sê verdadeiro (positava e negativamente) com aqueles que tratas pessoalmente...
Desejo-te uma noite não "branca"!

Hyper-Ballad

Sugestão musical da semana:

musica: Hyper-Ballad
interprete: Björk

álbum: Telegram, 1997


"(...)
I go through all this
Before you wake up
So I can feel happier
To be safe again with you
(...)"

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

subterrâneo...

"Sou um homem doente... Sou um homem mau. Um homem repulsivo, é isso que eu sou. Acho que tenho alguma coisa no fígado. De qualquer modo, não entendo que raio de doença é a minha, não sei ao certo que me faz sofrer. Não me trato, nunca me tratei, embora respeite a medicina e os doutores. Além do mais, é intolerável como sou supersticioso; enfim, o suficiente para respeitar a medicina. (...)"

Em: Cadernos do Subterrâneo;
Fiódor Dostoiéski

domingo, 14 de dezembro de 2008

"Song to the Siren"

A sugestão musical desta semana é a música "Song to the Siren", um original de Tim Buckley, que aqui fica em três, todas elas bastante diferentes, fabulosas versões...

interprete: This Mortal Coil
álbum: It'll End in Tears, 1984



interprete: Robert Plant
álbum: Dreamland, 2002



interprete: Tim Buckley
álbum: Starsailor, 1970


"On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.

And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."

Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?

Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
For you sang, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?

Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

...

Fotografia e edição: Mauro Correia
Almendra, Novembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

NoiteBranca, a 61ª [...]

Insónia a pensar em...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Adrenaline

Sugestão musical da semana:

musica: Adrenaline
interprete: Gavin Rossdale
álbum: Triple-X (soundtrack),
2002

"You don't feel the pain

Too much is not enough
Nobody said this stuff makes any sense
We're hooked again

Point of no return
See how the buildings burn
Light up the night
Such pretty sight

Adrenaline keeps me in the game
Adrenaline you don't even feel the pain
Wilder than your wildest dreams
When you're going to extremes
It takes adrenaline
(You don't feel the pain)

Sail through an empty night
It's only you and I who understand
There is no plan

Get closer to the thrill
Only time will kill
What's in your eyes
Is so alive

Adrenaline keeps me in the game
Adrenaline you don't even feel the pain
Wilder than your wildest dreams
When you're going to extremes
It takes adrenaline

Run through the speed of sound
Every thing slows you down
And all color that surrounds you
Are bleeding to the walls
All the things you really need
Just wait to find the speed
Then you will achieve
Escape velocity

Too much is not enough
Nobody gave it up
Im not the kind
To lay down and die

Adrenaline
keeps me in the game
Adrenaline
you don't even feel the pain
Wilder than your wildest dreams
When you're going to extremes
It takes adrenaline

Adrenaline
Screaming out your name
Adrenaline
you don't even feel the pain
Wilder than your wildest dreams
When you're going to extremes
It takes adrenaline

(Adrenaline)

You don't even feel the pain
You don't even feel the pain
I'm going to extremes
There is nothing in between
You don't even feel the pain
You don't even feel the pain
You don't even feel the pain
You don't even feel the pain"

domingo, 30 de novembro de 2008

António Variações - "O Corpo é que paga"

Sugestão musical da semana:

musica: O corpo é que paga
interprete: António Variações
álbum: Anjo da Guarda, 1983

domingo, 23 de novembro de 2008

Sugestão musical da semana

A sugestão musical desta semana é, como poderia deixar de ser, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra...

musica: Bubamara
álbum: Live is a Miracle (in Buenos Aires), 2005



musica: Pitbull (terrier)
álbum: Black Cat, White Cat (OST), 1998



musica: Unza, unza time
álbum: Unza Unza Time, 2000

...desfrutem da sua musica e da sua filmografia!


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Yay!

Hoje é dia de Emir Kusturica & The no Smoking Orchestra!Pavilhão Municipal de Vila Nova de Gaia pelas 22 horas.
Vemos-nos por lá.!? =)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"suicídio / deus"

“(…)

- Em seu entender, o que é que impede as pessoas de se suicidarem?
(…)
- Sei pouco… Dois preconceitos as retêm… Duas coisas apenas; uma muito pequena, a outra muito grande. Mas a pequena é também muito grande.
- Qual vem a ser a pequena?
- O sofrimento.
(…)
- Mas não há maneira de morrer sem sofrimento?
- Imagine – e estacou à minha frente -, imagine uma pedra do tamanho de uma grande casa; ela está suspensa por cima de si; se ela cair sobre a sua cabeça far-lhe-á mal?
- Uma pedra do tamanho de uma casa? Isso é de meter medo, sem dúvida.
- Não falo do medo. Pergunto se haveria dor.
- Uma pedra, que nem uma montanha, com um milhão de toneladas? Claro que não haveria dor.
- Mas, enquanto ela estiver suspensa sobre a sua cabeça, terá muito receio de que ela lhe cause sofrimento. O maior sábio, o maior médico, todos, todos teriam muito medo. Podem todos muito bem pensar que não sentiriam nada, mas todos terão medo de sofrer.
- Seja! E a segunda razão, a grande?
- O outro mundo.
- Quer dizer, o castigo?
- Tanto faz. O outro mundo; o outro mundo e mais nada.
- Não há ateus que não acreditam absolutamente nada no outro mundo?
Calou-se outra vez.
- Julga talvez por si?
- Ninguém pode julgar se não por si próprio – disse ele corando – A liberdade só será total no dia em que for indiferente viver ou não viver. Eis o objectivo de tudo.
- O objectivo? Mas então talvez ninguém deseje viver.
- Ninguém. Afirmou ele sem hesitar.
- O homem tem medo da morte porque ama a vida; aí tem como eu entendo as coisas – disse eu. – E é a natureza que assim o quer.
- Isso é um logro! – e os olhos dele fulguraram. – A vida é sofrimento, a vida é medo, e o homem é infeliz. Tudo é sofrimento e medo. Hoje, o homem ama a vida porque ama o sofrimento e o medo. Foi assim que o criaram. A vida dá-se hoje a troco do sofrimento e do medo, e aí é que está todo o embuste. Hoje, o homem não é ainda esse homem. Surgirá um homem novo, feliz e orgulhoso; a quem será indiferente viver ou não viver; esse será o homem novo! O que vencer o sofrimento e o medo, esse então será mesmo deus. E o outro Deus desaparecerá.

(…)”

em: Os Possessos de F. Dostoievski.
Edições Europa-América (volume 1) pp: 104 e 105
(excerto de um diálogo entre António Lavrentievitch [o narrador] e Chatov)

domingo, 16 de novembro de 2008

Quizás, Quizás, Quizás

Após um interregno de algumas semanas a sugestão musical está de volta:


Discover Nat King Cole!

musica: Quizás, quizás, quizás
interprete: Nat King Cole
álbum: Cole Español, 1958

Desafio | resposta

Aqui vai a minha resposta aos desafios do Gustavo e do João (se bem que não seja meu hábito responder a este género de solicitações)

1: Publicar uma foto pessoal

2: Escolher uma banda ou um cantor
Led Zeppelin/Robert Plant (sem sombras para duvidas)

3: Responder a algumas perguntas com títulos de músicas ou nomes de cantores e/ou bandas (assumo que darei resposta apenas com musicas/cantores/bandas de que gosto e com duas escolhas para cada excepto à 1ª pergunta):

a) És homem ou mulher?
O.M.E.M - Ornatos Violeta

b) Descreve-te:
La Mer - Frameshift / Dazed and Confused - Led Zeppelin

c) O que as pessoas acham de ti:
People are Strange - The Doors / I'm old fashioned - John Coltrane

d) Como descreves o teu ultimo relacionamento?
Strange kind of love - Peter Murphy /A Natural Disaster - Anathema

e) Descreve o teu estado actual com a tua namorada/companheira ou parceira ou whatever?
Alone - Anathema / Darkness, darkness - Robert Plant

f) Onde querias estar agora?
Blue Train - Jimmy Page & Robert Plant / Barcelona - Freddie Mercury & Montserrat Caballe

g) O que pensas a respeito do amor?
The Greatest - Cat Power / Hollow Years - Dream Theater

h) O que pedirias se se pudesses ter só um desejo?

Wish you were here - Pink Floyd / Perfect Day - Lou Reed

Agora chega a altura de desafiar alguém...Desafio: todos os leitores do blogue. Deixem as vossas respostas ao deasfio nas "notas brancas"...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

...

Fotografia e edição: Mauro Correia, sitio arqueologico de Castelo Velho, Freixo de Numão

terça-feira, 11 de novembro de 2008

...vida

Uma réstia de vida e cor que tentam resistir a um Inverno que se aproxima galopante...

(fotografia e eidção: Mauro Correia, Almendra, Foz Côa, Novembro de 2008)

domingo, 9 de novembro de 2008

...

Eu... na pausa para almoço na escavação do Fumo...
do topo deste monte a vista é...

Continuo longe de tudo...

fotografia e edição: Mauro Correia, Novembro de 2008

"Pela Linha"


Ω percorria caminhando despreocupadamente aquele ponte, metálica e sólida, uma vez mais, era afinal, segundo parece, uma rotina diária dos seus finais de tarde de Outono no regresso ao lar… no entanto, desta vez, a sua despreocupação era apenas aparente e a noite há muito já havia descido sobre aquele vale. Ω estava embriagado [depois de uma devida análise tal era claríssimo!], de álcool após um dia inteiro a emborcar, só, copo atrás de copo, aguardente (bebida de que nem gostava) e da imagem de β a quem magoava invariavelmente, vezes sem conta, arrependendo-se no imediato… seria mau!?


A ideia de que β algum dia não lhe perdoasse era como ter agulhas a serem-lhe introduzidas no espaço entre os dedos e as unhas, sua vida sem β não faria sentido… mas Ω era mau, e β… β não havia de suportar para sempre o desrespeito e os maus tratos de Ω (nem este o queria, gostaria de mudar!), por muito que de Ω gostasse… continuava a caminhar...


A Ω assaltava agora outra inquietação: seria louco?! Só assim se poderia explicar o seu comportamento, o seu refúgio na embriaguez e solidão… Ω pára, a meio da ponte, da linha, a observar as travessas em madeira, já podres, e os carris metálicos , já enferrujados, daquela bela travessia, por onde há já 10 anos não passam locomotivas a caminho da Vila de P…, através das travessas consegue ainda, graças à noite límpa e fria de luar que se faz sentir, ver a água, que parece parada, daquela curso sobre o qual se ergue a travessia… sente-se impelido a saltar, puxado por uma força e uma vontade que não são as suas… será a consciência de que não conseguirá mudar?! Que só assim evitara a ausência, ainda que futura, de β na sua vida?!


Ω não resiste ao apelo, salta… Arrepende-se do acto imediatamente! Quer voltar atrás! Cai desamparado em direcção a um rochedo que se eleva do leito do rio! Tarde demais…


Ω acorda embebido em suores frios, felizmente apenas um pesadelo (delírios?) provocado, muito provavelmente, pelo álcool! Desconhece a cama onde se encontra… não é a primeira que tal lhe acontece, já é um hábito. Agora há que regressar a sua casa com uma boa desculpa para dar a β… Esta noite não regressa pela ponte, superstição talvez, pelo que realiza um caminho mais longo que o habitual… que importa isso, já é hora tardia e a desculpa já esta, mais uma vez, estudada: problemas de ultima hora no trabalho, um laivo de inspiração e criatividade momentâneos e telemóvel esquecido (β acredita sempre!).


Ω ao chegar numero 12 da rua M…, entra discretamente, como sempre faz, mas, é rapidamente assaltado por uma visão macabra… no amplo hall de entrada de sua casa depara-se com β e mais umas quantas caras suas conhecidas e intimas em redor de uma mortalha ladeada de grandes sírios… é o seu corpo que ali se encontra jazente! Tentou falar a β, não conseguia…


“Artista plástico Ω, embriagado, comete suicídio na antiga ponte ferroviária da Vila de ....”


Foi o que pode ler no jornal local na manha seguinte. Irónico, pensou Ω…

Texto, fotografias e edição: Mauro Correia, Foz Côa, Outubro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

Paisagens Fechadas (Portugal encoberto)




"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro..."

poema por Fernando Pessoa, em: A Mensagem (TERCEIRA PARTE / O ENCOBERTO - III, QUINTO / NEVOEIRO )

Fotografias e edição por Mauro Correia

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Xisto / Gravura na Vermelhosa

Visita ao Núcleo de gravuras rupestres da Vermelhosa, Vila Nova de Foz Côa, onde predominam gravados da Idade do Ferro...
Cavaleiro/Guerreiro (esquemático, típico da arte da I. Ferro)
mais rochas da Vermelhosa aqui

Parede de xisto (sua clivagem/corte natural geométricos), parafraseando um colega: há xisto muito estranho!

Fotografias e edição: Mauro Correia, 22 de Outubro de 2008

Glass and glasses / Douro

23 de Outubro de 2008, numa viagem de barco pelo Douro...

(fotografias e edição: Mauro Correia)

domingo, 12 de outubro de 2008

"Ain't Talkin' 'bout Love"

A sugestão musical desta semana continua na onda do (hard) rock clássico...
Duas versões ao vivo da música "Ain't Talkin 'Bout Love" dos Van Halen do álbum: Van Halen de 1978... enjoy! Yeah!


(performance em 1986)



Porque o hard rock é e deve ser isto: encenações, exagero, performance, guitarradas, letras sem sentido, garra e prazer em palco... be a rock star!

domingo, 5 de outubro de 2008

The Doors - "The End (live)"


musica: The End
interprete: The Doors
álbum: the Doors, 1967


A sugestão musical desta semana continua com os clássicos... grande musica!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

... memórias de um mineiro

"Tio Fim Moliceira" (Sr. Serafim Marques, 88 anos, mineiro de carvão nas minas de S. Pedro da Cova durante mais de 20 anos) durante a visita ao Museu Mineiro/Casa da Malta de S. Pedro da Cova num momento de descontracção e boa disposição fingindo conduzir a "zorra"ª que se encontra exposta no exterior do edifício...

ªEspecie de eléctrico que levava o carvão do complexo mineiro até à cidade do Porto

(fotografia e edição: Mauro Correia, Setembro de 2008)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Boas Fadas que te fadem

"... Francisco passou a acumular as funções de ajudante do padre-mestre na livraria com as de adjunto do prefeito dos cheiros, Uma ocupação que quadrava bem com os seus notáveis dons olfácticos, pois consistia em seleccionar as plantas mais bem cheirosas dos campos, para com elas fabricar umas essências aromáticas, que, na combinação certa, tinham como resultado infalível excitar os presentes a louvarem Deus com todas as forças.

(...)

"Mergulhou o jovem iniciado com entusiasmo naquela dificultosa ciência, pois coisa bem melindrosa são os cheiros, que se querem suavíssimos para encaminharem as almas em direcção a Deus e nunca intensos e esquisitos, pelo grande risco de as desviarem para a mundanidade e até, quem sabe, atearem o fogo infernal da lascívia."

por: Monteiro Cardoso
em: Boas Fadas que te fadem
(página 11); Edições Dom Quixote

Entrada em jeito de homenagem a uma Amiga.
Que te mantenhas sempre o extraordinário ser humano que és. Obrigado!
Parabéns pela tua recente conquista, poucos merecem cumprir os seus sonhos como tu, e poucos estão capacitados para o realizar do modo capaz como tu o fazes. Boa sorte para o próximo passo!

Um beijo, deste teu sempre amigo.
E as Boas fadas que te fadem... sempre.

domingo, 28 de setembro de 2008

"Communication Breakdown"


musica: Communication Breakdown
interprete: Led Zeppelin
álbum: Led Zeppelin (I), 1969


Sugestão musical da semana... um regresso aos clássicos do rock.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cavalete | arqueologia indústrial

Cavalete das Minas de Carvão de São Pedro da Cova, Gondomar. Poço de S. Vicente, obra de engenharia em betão, construída no ano de 1935 e desactivado aquando do encerramento das minas em 1970.
É desolador olhar o estado de abandono e degradação deste testemunho (um dos poucos ainda em pé) da actividade mineira em S.Pedro da Cova, aquela que foi durante décadas a actividade impulsionadora da região.
Irónico, em meu entender, que o poço de S.Vicente seja referido como o "ex-libris" da vila... vendo o seu estado ninguém diria...

(foto e edição: Mauro Correia)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Molde de Luz


[fotografia(s) e edição: Mauro Correia]

...

Olá Outono...
O Outono este ano assinala o seu inicio brindando-nos com aguaceiros fortes...
[e pensar que vou agora mesmo sair de casa para um dia em que necessariamente terei de caminhar muito para a realização das minhas "tarefas"...]

domingo, 21 de setembro de 2008

"Cure for Pain"

Sugestão musical da semana:

musica: Cure for Pain (live)
interprete: Morphine
álbum: Cure for Pain, 1993

"Where is the ritual?
And tell me where, where is the taste?
Where is the sacrifice?
And tell me where, where is the faith?

Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
When they find a cure for pain

Where is the cave where the wise woman went?
And tell me where, where's all that money that I spent?

I propose a toast
To my self control
You see it crawlin helpless on the floor

Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
When they find a cure for pain
Find a cure for
Find a cure for pain"

sábado, 20 de setembro de 2008

Sobe a escada...

(fotografia e edição por: Mauro Correia)

... até onde (puderes) quiseres!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Embriaga-te de...

Se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez atenuada, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que passou, a tudo o que murmura, a tudo o que fala; pergunta-lhes que horas são: “São horas de te embriagares. Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem descanso. Com vinho, com Poesia, ou com virtude”.

Charles Baudelaire
em: Poemas em Prosa


...alguém?

(fotografia e edição: Mauro Correia)

"A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?"

"A Miséria do Meu Ser",
poema por Fernando Pessoa


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Rick Wright (28 de Julho de 1943 - 15 de Setembro de 2008)

Hoje, os apreciadores de musica (e dos Pink Floyd) têm a obrigação de prestar homenagem a um dos grandiosos músicos que formou e compôs a banda, Richard Wright (para quem não sabe, teclista, compositor e uma das vozes - quando necessário) faleceu de doença cancerígena.

Aqui fica a minha homenagem:

Discover Richard Wright!

musica: Against the odds
interprete: Rick Wright
álbum: Wet Dream, 1978


musica: Breakthrough
interprete: Richard Wright & David Gilmour
(Gravado ao vivo no Meltdown Festival no Royal Festival Hall, Londres, 2002)

album: Broken China, 1996 (de Rick Wright)


musica: Love scene v. 4
interprete: (Richard Wright) Pink Floyd
álbum: Zabriskie Point, 1970

Um génio apenas morre fisicamente... sua musica é (indubitavelmente) eterna!

aqui e aqui as noticias da morte.

domingo, 14 de setembro de 2008

"Black Celebration"

Sugestão musical da semana:

musica: Black Celebration
interprete: Depeche Mode
álbuns: Black Celebration, 1986 / 101 (live), 1989


"Lets have a black celebration

Black celebration

Tonight



To celebrate the fact

That we've seen the back

Of another black day



I look to you

How you carry on

When all hope is gone

Can't you see



Your optimistic eyes

Seem like paradise

To someone like me



I want to take you

In my arms

Forgetting all I couldn't do today



Black celebration

Black celebration

Tonight



To celebrate the fact

That we've seen the back

Of another black day



I look to you

And your strong belief

Me, I want relief

Tonight



Consolation

I want so much

Whant to feel your touch

Tonight



Take me in your arms

Forgetting all you couldn't do today



Black celebration

Black celebration

I'll drink to that

Black celebration

Tonight"

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

...

"O amor é um crime que não se pode realizar sem cúmplice."


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

NoiteBranca, a 60ª ["redenção"]

Há dias, alguém, durante uma troca de mensagens sms, me escreveu: "diz-me uma coisa bonita!", na altura, apercebi-me, da minha falta de jeito para reagir a tal (tipo de)"pedido",. Tal acontece, muito provavelmente, devido à minha personalidade racional, por vezes demasiado rígida, e distraída [alguma falta de inteligência emocional, convenhamos], tendo acabado por responder à "requisição" de forma, talvez, um pouco desconexa.
Decidi então, redimir-me, de certo modo, publicamente, através das NoitesBrancas!

Podia ter-te escrito que és uma pessoa linda - embora já to tenha dito antes - ou então, o quanto é bom contactar contigo, para nunca mudares; como és um espirito bom, generoso e atencioso; como me agrada a tua loucura - camuflada de serenidade - serenidade também ela real em ti Seriam tudo, no entanto, lugares comuns, de uma vulgaridade - sentida, é verdade! Está dito!?
Não! Nem, tudo...
E voltei ao mesmo, porquê?! Porque, a minha dificuldade, prende-se com (entender o que deve/é ser): a coisa bonita!

Mas, então. cá vai, a minha redenção (o meu conceito de coisa bonita): se quiseres e se precisares, estarei aqui... e, se por algum acaso, eu me mostrar distraido ou ausente, agradeço que me obrigues (ou ensines) a deixar de o estar, nem que seja com dois pares de estalos!

Desejo (desta vez, a ti sobretudo) uma noite não "branca"...

domingo, 7 de setembro de 2008

Voyage dans la Lune, le (1902)

"Le Voyage dans la Lune", filme da autoria de Georges Méliès, realizado em 1902, sendo o primeiro filme de "ficção cientifica" da historia do cinema. Emprega uma série de tecnicas arrojadas para o cinema da época e é tido como sendo, também, o 1º filme em que empregam "efeitos especiais":

Sugestão musical da semana

Sugestão musical da semana:

musica: Tainted Love
interprete: Soft Cell
álbum:Non-stop Erotic Cabaret, 1981


Desejo-vos uma grande semana...

E já agora, aqui vai uma outra versão da mesma musica feita pelo (esquisito/excêntrico) do Marilyn Manson:

sábado, 6 de setembro de 2008

VooVoo


musica: Zbiera Mi Sie
interprete: Voo Voo
álbum: 21, 2006

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

NoiteBranca, a 59ª [Fantasia & Allegro non Troppo]

Fantasia (da Disney), 1940 e Allegro Non Troppo, 1977 de Bruno Bozzetto, são duas animações (belíssimas/fantásticas por sinal) em que se tentam ilustrar algumas (umas muito conhecidas, outras nem tanto) composições de música clássica.

"Toccata and Fugue in D Minor" de Johann S. Bach - Fantasia (1940)


"(Suíte) Quebra-Nozes" (fragmento) de P.I. Tchaikovsky - Fantasia (1940)


"Night on Bald Mountain (Uma Noite no Monte Calvo)" de Modest Mussorgsky - Fantasia (1940)


"Ave Maria" de Franz Schubert - Fantasia (1940)



"Bolero" de M. Ravel - Allegro non Troppo (1977)


"Valse Triste" de Jean Sibelius - Allegro non Troppo (1977)


"The Firebird" de Igor Stravinsky - Allegro non Troppo (1977)

O tipo e tom das animações são diferentes, Fantasia apresenta-se mais optimista, enquanto que Allegro non Troppo parece sofrer já de depressão e desilusão com a sociedade contemporânea, é uma caricatura, uma ironia (social)...

Aqueles que ainda não viram (e ficaram interessados!) estas animações, aconselho vivamente, aos outros revejam. Como curiosidade, dizer que fantasia teve uma sequela recentemente - "Fantasia 2000" - que ainda não vi...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Para (des)comprimir

Como alguns devem saber, estou convalescente, a recuperar de uma cirurgia ocular, pelo que me é difícil actualizar o blogue (como se isso interessa-se a alguém). Mas cá vai algo para se divertirem (já devem ter visto, mas enfim):

(Jeff Dunham - Achmed the Dead Terrorist)

Um abraço e até breve!

domingo, 24 de agosto de 2008

Muse

A sugestão musical desta semana são os Muse:

musica: Plug in Baby
álbum: Origin Of Symmetry, 2001



musica: Starlight
álbum: Black Holes & Revelations, 2006


"Far away
This ship is taking me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die

Starlight
I will be chasing the starlight
Until the end of my life
I don't know if it's worth it anymore

Hold you in my arms
I just wanted to hold
You in my arms

My life
You electrify my life
Let's conspire to re-ignite
All the souls that would die just to feel alive

But I'll never let you go
If you promised not to fade away
Never fade away

Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Our hopes and expectations
Black holes and revelations

Hold you in my arms
I just wanted to hold
You in my arms

Far away
This ship is taking me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die

And I'll never let you go
If you promise not to fade away
Never fade away

Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Our hopes and expectations
Black holes and revelations

Hold you in my arms
I just wanted to hold
You in my arms
I just wanted to hold"

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

NoiteBranca, a 58ª [the story]


musica: The Story
interprete: Norah Jones
álbum: My Blueberry Nights (soundtrack), 2007


Belíssima musica, da banda sonora de um grande filme...

"I don't know how to begin
'Cause the story has been told before
I will sing along i suppose
I guess it's just how it goes

And now those sprangs in the air
I don't go down anywhere
I guess it's just how it goes
The stories have all been told before

But if you don't char
The light won't hit your eye
And the moon won't rise
Before it's time


But if you don't char
The light won't hit your eye
And the moon won't rise
Before it's time

But i don't know how it will end
With all those records playin'
I guess it's just how it goes
The stories have all been told before
I guess it's just how it goes
The stories have all been told... before
I guess it's just how ït goes..."

Faz-me bem,dá-me paz de espírito (que bem preciso!)

Desejo-te uma noite não "branca"!

Porta (entre)aberta

[foto e edição: Mauro Correia]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

NoiteBranca, a 57ª [escuro...]

Há um sem limites de possibilidades quando cai o silêncio da noite, silêncio apenas possível fora da cidade e onde esta tem a luz do luar e das estrelas, onde não é ofuscada pela iluminação eléctrica intensa dos aglomerados urbanos, em que o céu nocturno tem cor de céu e o recortado escuro do relevo é claramente desenhado no horizonte, e não aquele tom deslavado tão característico e citadino a que estamos (quase todos) habituados...


Das inesgotaveis possibilidades, escolhi a escuridão, ou melhor, esta me escolheu, uma escuridão em que imperam os tons cinzentos, nas variações do branco ao negro total, e sem brilho... Quero libertar-me da escolha, mas esta, envolve-me, cada vez mais, nas suas redes de seda, invisíveis ao olhar, imperceptíveis ao toque, mas (in)quebráveis pela vontade...


Desejos de noites não "brancas" longe da escuridão...

(fotos e edição: Mauro Correia)