segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Passagem do tempo...

Em torno das questões do Tempo, da Consciência e do Envelhecer...!

Por vezes sou dominado pelo tempo, em particular por tudo o que possa relacionar-se com a sua passagem, ou seja, com o envelhecer, o tomar de maior consciência do que me rodeia, da experiência e responsabilidades adquiridas...
Reconhecendo que a formação e tomada de consciência de Nós Próprios e a autonomia que nos é revelada são algo de positivo no que ao desenvolvimento do Eu diz respeito, o passar do tempo muito angústia… o que anula (ou no mínimo desalenta) a sua faceta positiva.

O tomar consciência do que nos rodeia – a mesquinhez, a inércia e inépcia da sociedade, a falta de humanidade – o adquirir saber(es) e conhecimento – que nos tornam mais despertos, mais inquietos, mais conscientes da incapacidade que há em mudarmos (a sociedade, a Nós…)… tudo isto cansa!

No fundo, quero, ou queremos, que o tempo não passe, quero ser de novo criança – e ter a minha inocência de volta…

Apetece dizer: “benditos aqueles a quem foi dado o dom da ignorância e da alienação!”

domingo, 30 de dezembro de 2007

Desejos de um Bom 2008

(Diana Krall - "New Years Eve")

Aos leitores deste espaço deixo os meus mais sinceros desejos de um ano de 2008 em grande!

Abraços, Mauro

sábado, 29 de dezembro de 2007

... "reliquia"... "alguém em casa?"

À entrada de uma habitação na freguesia de Fonte Arcada em Penafiel funcionando ao que tudo indica como "campainha"...
(um pouco mórbido... eheheheheh)
:D

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Film School - "11:11"

musica: 11:11
interprete: Film School
álbum: Film School, 2006

"Carpet Crawlers" - Genesis

(versão de 1999)

musica: Carpet Crawlers
interprete:
Genesis
album (onde surge pela 1ª vez):
The Lanb lies down on Broadway, 1974

A quem tenha gostado e que não conhecia, a versão de 1974 - que eu prefiro - e todo o album The Lanb lies down on Broadway é genial (em particular enquanto album de rock psicadélico-progressivo)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

NoiteBranca a 26ª [inversão...!?]

Durante a tarde do dia de hoje estive entre outras coisas a ler um pequeno conto de Oscar Wilde intitulado "O Fantasma de Canterville (Um romance Hilo-Idealistico)" escrito em finais do século XIX.
A historia é simples, retrata a vinda de uma família de burgueses (novos-ricos) norte-americanos para Inglaterra (o velho mundo) onde compraram um antigo Castelo, castelo este que se encontra desde o século XVI assombrado, informação esta - a da assombração - que ao contrario do que seria de esperar os motiva ainda mais para se mudarem. No1º contacto da família com o fantasma (de nome Sir Simon), inicia-se imediatamente uma total inversão dos moldes pelos quais poderíamos julgar ir dar-se a narrativa, são os vivos que assustam – com os seus modos grosseiros, a sua inconsciência do perigo, a sua "modernidade" e sua total descrença em tudo que não seja "novo" – a "alma-penada" e que a partir daí de tudo farão para entrar em contacto e perturbar esta, vendo-se/sentindo-se o fantasma num estado de perturbação e medo doentios num local a que esta condenado a permanecer para toda a eternidade... [a narrativa não se resume apenas a isto, mas seria indecente da minha parte desvendar todo o seu conteúdo a potenciais leitores: “O Crime de Lorde Artur Savile e outros contos” da editora – Biblioteca editores Independentes].

Este pequeno conto e em particular a situação do fantasma, fizeram-me lembrar muito algumas situações que temos por norma como adquiridas e verdadeiras, mas que se olhadas de uma outra perspectiva, num outro momento, por uma outra pessoa ou num diferente contexto, podem transmitir-nos precisamente a impressão/informação inversa (ou contrária!)…

Desejos de uma óptima noite, não “branca”!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Dream Theater - "The Silent Man"

musica: The Silent Man
interprete: Dream Theater
album: Awake, 1994

domingo, 23 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Diana Krall - "Jingle Bells"


Não sendo propriamente um apreciador desta quadra, decidi adoptar um pouco do espírito da mesma, deixando aqui quatro grandes interpretações de musicas de Natal...

As NoitesBrancas desejam a todos um feliz e santo Natal repleto de doces, amor, presentes, bom humor, etc e tal... (...)

(...)

Dave Matthews Band - "Christmas Song"

(...)

Nat King Cole - "The Christmas Song"

(...)

U2 - "It's Christmas (Baby please come Home)"

NoiteBranca a 25ª [feeling dark...]

Porque há noites assim, deixo-vos com uma óptima musica... que pode ser no entanto muito "negra" e depressiva!

Desejos de uma óptima noite, não negra ou "branca"!

musica: I Crave for You
interprete: Of the Wand and the Moon
álbum: Nighttime Nightrhymes, 2000

sábado, 22 de dezembro de 2007

NoiteBranca, a 24ª [Vácuo...]

"Só no vácuo (...) jaz o verdadeiramente essencial. (...) A utilidade de um jarro de água reside no vazio onde pode vazar-se a água, não na forma do jarro ou no material de que é feito. O vácuo é todo poderoso porque é todo abrangente. Só no vácuo o movimento se torna possivel. Aquele que conseguisse fazer de si próprio um vácuo, no qual outros pudessem entrar livremente, tornar-se-ia senhor de todas as situações. O todo pode sempre dominar a parte."

Kakuzo Okakura em: O Livro do Chá (pagina 39 e 40); Biblioteca editores Independentes
Nunca havia pensado no Vácuo, ou seja, no espaço vazio, como o "motor das coisas", como a possibilidade das possibilidades... onde tudo se torna viável e onde reside toda e qualquer hipotese de realização!
É um conceito interessante (para digerir, reflectir, etc)...
Desejos de uma boa noite e não "branca"!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

"Yatta!" (mais uma do Oriente)

Mais uma pérola vinda do oriente, desta vez do Japão, são os Yatta e a sua "musica"... No comments!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

NoiteBranca a 23ª [aleivosia...]

Aleivosia: s.f. qualidade do que é aleivoso; perfídia; traição; aleive.

Só para quem não conhecia a expressão... que tem um tom tão nobre! ;)

Uma boa noite, não "branca"!

"EUROPA (Earth's Cry, Heaven's Smile)" (live) - Santana

Que composição de guitarra!... de cortar a respiração...

musica (original): Europa (Earth's Cry, Heaven's Smile)
interprete: Carlos Santana
álbum: Amigos, 1976

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Filosofia do Chá

"O Cháismo é um culto baseado na adoração do que é belo entre os factos sórdidos da existência diária. Incute pureza e harmonia, o mistério da caridade mútua, o romantismo da ordem social. Consiste essencialmente numa adoração do Imperfeito, já que é uma tentativa terna de atingir algo possível nesta coisa impossível a que chamamos vida."


Kakuzo Okakura em: O Livro do Chá (pagina 9)
Biblioteca editores Independentes

domingo, 16 de dezembro de 2007

"Sprout and the Bean" - Joanna Newsom

música: Sprout and the Bean
interprete: Joanna Newsom
álbum: The Milk-Eyed Mender, 2004

Aconselho vivamente o álbum: "Ys" de 2006
Voz lindíssima e invulgar... e harpa. Folk, fantasia e influencias de musica e sonoridades medievais...

sábado, 15 de dezembro de 2007

NoiteBranca a 22ª [luzes/penumbra...]

Estranho contraste...

Desejos de uma noite não "branca"!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

...

«A strange kind of love
A strange kind of feeling
Swims through your eyes
And like the doors
To a wide vast dominion
They open to your prize

This is no terror ground
Or place for the rage
No broken hearts
White wash lies
Just a taste for the truth
Perfect taste choice and meaning
A look into your eyes

Blind to the gemstone alone
A smile from a frown circles round
Should he stay or should he go
Let him shout a rage so strong
A rage that knows no right or wrong
And take a little piece of you

There is no middle ground
Or that's how it seems
For us to walk or to take
Instead we tumble down
Either side left or right
To love or to hate»

“A Strange Kind of Love”

Peter Murphy: Deep, 1990


quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

NoiteBranca a 21ª [ponto de luz na escuridão]

Muitas vezes já ouvi a metáfora/imagem do "ponto de luz na escuridão" ser aplicada aos mais variados contextos, desde o conhecimento - o saber como um ponto de luz no meio da escuridão do desconhecimento, até a situações limite em que a imagem de derradeira esperança é muita das vezes referida/transmitida como sendo a "luz ao fundo do túnel"...

É sempre uma imagem de conforto, a guia, aquilo a que nos podemos sempre agarrar, mesmo em situações limite. Deve ser então aquilo que sempre buscamos, a nossa "luz na escuridão", aquele Ponto que é capaz de manter a claridade na nossa existência e do qual queremos fazer parte - pois queremos também ser luz - sem nunca dele nos afastarmos!

A todos desejo uma noite com a "luz"... e não "Branca"!

Hino ao desperdicio


Esta na Avenida dos Aliados no Porto, aquela que se diz a maior Arvore de Natal da Europa.
Reconhecendo a piada (dá mais côr à noite da baixa) da iniciativa, não consigo no entanto de considerar isto um verdadeiro hino ao desperdicio (em particular numa cidade com tantos problemas sociais e humanos como é neste momento infelizmente o Porto) e um tapar de olhos ao povo!
Mas já os romanos diziam: "pão e circo para o povo"

E assim continuam a ignorância e o marasmo social deste nosso país.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

"Gone Gone Gone (Done Moved On)" - Plant & Krauss

Para mim o álbum do ano (sou suspeito pois adoro R.Plant)... simplesmente uma lufada de ar fresco, óptima mistura de vozes e estilos (rock, blue grass, folk...), para ouvir muitas vezes...

musica: Gone Gone Gone (Done Moved On)
interprete: Robert Plant & Alison Krauss
álbum: Raising Sand, 2007

http://www.robertplantalisonkrauss.com/site.php

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"Pitbull Terrier" - Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra

Delirante, louco... WOW!
(vão estar no coliseu do Porto a 25 de Janeiro, aceitam-se ofertas de bilhetes, ou no mínimo companhia)


musica: Pitbull Terrier
interprete:
"Pitbull Terrier" - Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra
álbum: Unza Unza Time

sábado, 1 de dezembro de 2007

"The Space Between" - Dave Matthews Band

=)

musica: The Space Between
interprete: Dave Matthews Band
álbum: Everyday, 2001

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"Indian Music" (lol)

Uma perola, vinda Oriente...
Ahahahahahaha

"Start wearing purple" - Gogol Bordello

musica: Start wearing purple
interprete: Gogol Bordello
album: Gypsy Punks Underdog World Strike, 2005

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

NoiteBranca a 20ª [imposições...]

Com certeza já tiveram a sensação de estar a impor-se a outro(s)...!?
Esta consciência é deveras perturbadora, pois este impor não é por norma intencional, e muito menos é uma imposição com intenções de tentativa de domínio sobre o(s) outro(s)...
Que é então este impor que tantas vezes acontece [a mim acontece] e que tanto nos perturba assim que dele tomamos consciência [a mim perturba]?
É a vontade de ser ouvido, de ter alguém com quem comunicar, um semelhante que nos acompanhe, que nos dê humanidade... é o receio da solidão e do efeito de morte lenta e dolorosa desta... é querer Ser e Estar entre iguais, fazer parte de um colectivo... é Ser Humano!
Que me/nos perturba então?
Tornar-mo-nos excedentes entre esses Outros, não encaixar... sentir que estamos a mais... e aí perdemos a habilidade de nos impor...
Afinal não estamos a impor-nos, estamos sim a tentar fazer parte de um colectivo de semelhantes!

Tenham uma boa noite... não "Branca"...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

(ex)Homens

"...completamente carbonizado... exactamente, é isso mesmo... sair debaixo da terra e apresentar-se... irreconhecível... é de loucos... o que ele diria é o que Nós iremos dizer: «Gostei da Mina!»"

por: Pedro Costa, 22 Novembro 2007

Um abraço meu grande amigo!

"Problema de Expressão" - Clã

Problemas de expressão... são tantos e tão complicados... nada há mais difícil do que alcançar a comunicação fluída com o Outro... Afinal de contas parece ser este o desafio que é viver!

"Só p'ra dizer..."


musica: Problema de Expressão
interprete: Clã
álbum: Kazoo, 1997

sábado, 24 de novembro de 2007

"Downside up (live)" - Peter Gabriel

Actuação retirada do DVD: "Growing Up Live 2003" (ao vivo em Milão)

Deliciem-se...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

NoiteBranca a 19ª

" Para nos lembrar que o amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura"
(em: "ouvi dizer" - Ornatos Violeta)

Tenham uma noite não "branca"!

"Ouvi dizer" - Ornatos Violeta

musica: Ouvi Dizer

interprete: Ornatos Violeta

álbum: O Monstro Precisa de Amigos, 1999


Os saudosos Ornatos...

... foram uma banda portuguesa de rock alternativo, com fusão de algumas outras tendências. (incluindo o ska e o jazz)

É uma banda originária da cidade do Porto, composta por Manel Cruz na voz, Nuno Prata no baixo, Peixe na guitarra, Kinörm na bateria e Elísio Donas nos teclados. Com apenas dois álbuns publicados, depressa se tornou uma referência na música portuguesa do final dos anos 90, embora a porção da sua carreira correspondente ao seu maior sucesso tenha durado apenas cerca de três anos, separando-se então os seus membros. Deixaram uma legião de fãs e um eterno Mito do Quinto Império.


links: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ornatos_Violeta
http://www.ornatovioleta.pt.vu/

NoiteBranca, a 18ª [dualidade(s)...]

Vivemos numa sociedade marcada fortemente por ideias de contrários, opostos, dualidades...
Tudo começa no Bem e no Mal, e a partir daqui toda e dualidade é possível: homem - mulher, teoria - pratica, corpo - alma, verdade - mentira, ying - yang, preto - branco, razão - sentimento, utilitário - ritual/artístico, etc...

Qual o sentido disto?
Marcar diferença? Não creio... se bem que diferença seja algo de salutar!
Então o quê? Todo esta criação de opostos passa a meu ver por um julgamento moral e de domínio de uma das partes sobre a outra... turvando deste a visão do outro, tomando-o então como inferior, pior, imoral... Quando na realidade o outro apesar das diferenças tem também semelhanças, é também complemento e parte do todo que almejamos ser e só o conseguimos quando retiramos do nosso ser este "critério de dualidades e opostos".
Porque afinal o oposto pode ser simplesmente o nosso reflexo nas águas de um lago...

Desculpem a divagação louca...

Desejos de uma boa noite... não "Branca"!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

"A Natural Disaster" - Anathema

Em: "Were You There - DVD live"

musica: A Natural Disaster
interprete: Anathema
álbum: A Natural Disaster, 2004

Banda criadora de ambientes sublimes...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"Crystal Ship" - The Doors

musica: Crystal Ship
interprete: The Doors
álbum: The Doors, 1967

domingo, 18 de novembro de 2007

NoiteBranca a 17ª (paralelismo...)

Diz a teoria que no infinito duas rectas paralelas convergem e/ou se cruzam num mesmo ponto...!!! E os caminhos, as relações humanas quando, como e onde se cruzam?!

Desejos de um bom inicio de semana...
Uma boa noite de sono e não "branca"!

"River of Deceit" - Mad Season

video
musica: River of Deceit
interprete: Mad Season
álbum: Above, 1995


Mad Season foram uma banda grunge formada como um projecto paralelo de integrantes de outras bandas do sub-género em 1994, o que a deu a alcunha de supergrupo grunge. Os seus membros eram o guitarrista Mike McCready dos Pearl Jam, o vocalista Layne Staley dos Alice in Chains, o baterista Barrett Martin dos Screaming Trees e o baixista John Baker Saunders, o único "intruso" ao sub-género, já que não possuia banda alguma na época. Seu único lançamento é o álbum Above, de 1995.

links: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mad_Season http://wc09.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&searchlink=MAD|SEASON&sql=11:gxfpxqlgldde~T1

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Hoochie Coochie Man" - Muddy Waters

video
Muddy Waters no Festival de Jazz de Montreaux, 1972

Great blues... yeah!

"Hunger Strike" - Temple of the Dog

video
musica: Hunger Strike
interprete: Temple of the Dog
álbum: Temple of the Dog, 1990


Os Temple of the Dog foram mais um projecto temporário de alguns amigos em homenagem ao cantor Andrew Wood do que propriamente uma banda. Andrew foi vocalista do Mother Love Bone, uma das bandas pioneiras do grunge, e morreu em março de 1990, vítima de uma overdose de heroína.
Fizeram parte deste projecto: dois membros dos Soundgarden, o vocalista Chris Cornell (que conhecia Andrew, pois havia sido seu companheiro de quarto em Seattle) e o baterista Matt Cameron; dois ex-membros dos Mother Love Bone, o guitarrista Stone Gossard e o baixista Jeff Ament; além de dois ainda desconhecidos amigos de Gossard, o vocalista Eddie Vedder e o guitarrista Mike McCready.
Gravaram um único álbum auto-intitulado, que saiu pela A&M Records, em 1991. O disco recebeu críticas positivas, mas só recebeu a atenção que merecia depois dos Pearl Jam (banda formada por Gossard, Ament, Vedder e McCready após o fim dos Temple of the Dog) estourou ao redor do mundo com seu primeiro disco chamado "Ten".
O nome Temple of the Dog foi tirado de uma das músicas compostas por Andrew para os Mother Love Bone, chamada "Man of Golden Words". Destacam-se nesse disco algumas excelentes músicas como "Say Hello 2 Heaven" e "Reach Down" (ambas compostas por Chris Cornell quando soube da morte do antigo amigo), além da bela "Hunger Strike", onde Cornell e Vedder protagonizam um inesquecível dueto.
Depois do fim dessa homenagem, Cameron e Cornell voltam para os Soundgarden e o resto, como dito acima, formam os Pearl Jam, que é hoje uma das mais populares bandas nascidas na efervescente Seattle dos inícios da década de 90.

Logo após terminarem o álbum, aconteceu o único concerto dos Temple of the Dog, em 13.11.90. Em Setembro de 1992, os membros reúnem-se pela última vez, no último concerto do festival Lollapallooza daquele ano (que contava com a presença dos Soundgarden e Pearl Jam).

Os Pearl Jam ocasionalmente incluem 'Hunger Strike' em alguns dos seus concertos.

Recentemente, Chris Cornell incluiu na setlist da turne do álbum Euphoria Morning a música "All Night Thing" dos Temple Of The Dog.

O Álbum

Temple Of The Dog, lançado em 1991 pela A&M Records

  1. Say Hello 2 Heaven
  2. Reach Down
  3. Hunger Strike
  4. Pushin Forward Back
  5. Call Me A Dog
  6. Times Of Trouble
  7. Wooden Jesus
  8. Your Savior
  9. Four Walled World
  10. All Night Thing

Formação

  • Chris Cornell: vocal, banjo, harmónica
  • Stone Gossard: guitarra
  • Mike McCready: guitarra
  • Jeff Ament: baixo
  • Matt Cameron: bateria, percussão

Participações

  • Eddie Vedder: vocal
  • Rick Parashar: órgão, piano
links (mais informação): http://pt.wikipedia.org/wiki/Temple_of_the_Dog
http://wm10.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&searchlink=TEMPLE|OF|THE|DOG&sql=11:dpfyxqt5ld6e~T1

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

"Sur le Fil" - Yann Tiersen

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Yann Tiersen e a sua musica são do tipo que se estranha e depois se entranha, ambientes melancólicos, "folk", dramáticos... para ouvir sempre!

musica: Sur le Fil
interprete: Yann Tiersen
álbum: Le Phare, 1998

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

"Precious" - Depeche Mode

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titulo: Precious
interprete: Depeche Mode
álbum: Playing the Angel, 2005

"Letting the Cables Sleep" - Bush


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Amazing love song...

titulo: Letting the Cables Sleep
interprete: Bush
álbum: The Science of Things, 1999

terça-feira, 13 de novembro de 2007

NoiteBranca, a 16ª (palavras...)


Porque não se consegue por vezes admitir/expressar aquilo que sentimos..?!
de que temos medo?
Porque guardar algo que nos perturba?


Desejos de uma serena e sincera noite...
não retraida e "branca"...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

"Most High" - Page and Plant

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Musica: Most High
Álbum: Walking Into Clarksdale, 1998

Interprete: Jimmy Page & Robert Plant

domingo, 11 de novembro de 2007

Palavro-sentimentos...



"A expressão vocabular humana não sabe ainda, e provavelmente não o sabera nunca, conhecer, reconhecer e comunicar tudo quanto é humanamente experimentável e sensível"
J. Saramago


Pior do que não haver palavras para descrever, dizer ou explicar aquilo que é humanamente sensível (sentido) é a falta de coragem para dize-lo quando há modo e vocábulos para o fazer...

sábado, 10 de novembro de 2007

NoiteBranca, a 15ª (trabalhos ad eternum...)

Estou desde a passada sexta feira à tarde como que refém do computador e de uma montanha de livros, artigos, papelada no geral, para conseguir responder a mais um prazo da faculdade - na próxima segunda, dia 12 de Novembro há que ter pronta uma apresentação acerca de tecnologia do vidro... - e acreditem não é fácil, termos técnicos - físico-químicos particularmente - já não são por norma fáceis de incorporar [quanto mais passa-los a colegas sob a forma de apresentação de uma aula!] - quando o grosso da bibliografia existente é inglesa, francesa ou castelhana a coisa ainda se complica mais... enfim!!
Este ano o ritmo da faculdade é frenético, há trabalhos para entregar semanalmente, para esta ou aquela cadeira [cada docente deve julgar que só a sua cadeira existe!], a presença nas aulas é obrigatória... quem dera dias com 48 horas - para poder viver e respirar algo mais que faculdade...

Não estando a preparação/apresentação totalmente terminas, estão no bom caminho [assim o espero!] faltando apenas adicionar alguns slides ao powerpoint e afinar alguns conceitos...

Agora o sofá é a única coisa que preenche o meu pensamento...

Boa noite... não "Branca"!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Prince Rupert's Drops (lágrimas de vidro)

Prince Rupert's Drops (Lacrymae Batavicae, Rupert's Balls, Lágrimas de Vidro, Larmes de Verre, Tears Glass)...

...é uma espécie de excentricidade no mundo do vidro: criadas derramando uma gota de vidro em fusão - derretido e quente - em agua fria. O vidro arrefecido fica com uma forma "tipo girino" com um bolbo e uma cauda comprida e fina. Da-se um rápido arrefecimento da parte externa do vidro da gota enquanto que o seu interior se mantem relativamente quente. Quando eventualmente o interior arrefece, contrai-se no interior da já sólida camada exterior. Esta contracção provoca grande stress compressivo na superfície enquanto o interior fica sob tensão - uma espécie de vidro temperado. Aliado este stress permanente ás pouco usuais qualidades e características da gota, tais como suportar um golpe de martelo na extremidade bolbosa sem se quebrar, ou desintegra-se completamente numa espécie de explosão em caso de toque - mesmo ligeiro ligeiro - na cauda. Quando isto, a "explosão", ocorre da-se a libertação da quantidade grande de energia potencial armazenada na estrutura da gota, fazendo com que as fracturas se propaguem através do material a alta velocidade - desintegrando-se por completo em pó de vidro.

Reza a lenda, que as gotas foram descobertas supostamente em torno do ano de 1640 pelo Príncipe Rupert do Reno (1619-1682), neto de James I e sobrinho de Charles I de Inglaterra. Diz-se que o rei usaria frequentemente as gotas como uma piada/partida na sua coorte. Dando uma gota a um seu cortesão ou cortesa partindo depois então a cauda causando uma explosão pequena na mão dessa pessoa que se surpreenderia/assustaria...



- http://www.answers.com/topic/prince-rupert-s-drop;
- http://youtube.com/watch?v=Pdy2_vi0FfM
- http://www.inrp.fr/she/images/thermodyn/bataviq.jpg

terça-feira, 6 de novembro de 2007

NoiteBranca, a 14ª (novidade...)

Inaugurei na postagem anterior um género de "montra" daquilo que foram, são, estão a ser e virão a ser as minhas leituras, onde colocarei passagens, frases ou qualquer outro tipo de curiosidade que suscite ou tenha suscitado a minha atenção particular, ou que ache simplesmente "bela"....

Nao é nada de novo, algo que ninguém alguma vez tenha feito, mas pode ser que leve alguém a ficar interessado em ler esta ou aquela obra e quiçá comenta-la ...

Desejos de uma boa noite de sono e não "branca"

Cérebro, mãos, dedos...

“(…)Na verdade, são poucos os que sabem da existência de um pequeno cérebro em cada um dos dedos da mão, algures entre a falange, a falanginha e a falangeta. Aquele outro órgão a que chamamos cérebro, esse com que viemos ao mundo, esse que transportamos dentro do crânio e que nos transporta a nós para que o transportemos a ele, nunca conseguiu produzir senão intenções vagas, gerais, difusas, e sobretudo pouco variadas, acerca do que as mãos e os dedos deverão fazer. Por exemplo, se ao cérebro da cabeça lhe ocorre a ideia de uma pintura, ou musica, ou escultura, ou literatura, ou boneco de barro, o que ele faz é manifestar o desejo e ficar à espera, a ver o que acontece. Só porque despachou uma ordem ás mãos e aos dedos, crê, ou finge crer, que isso era tudo quanto se necessita para que o trabalho, após umas quantas operações executadas pelas extremidades dos braços, aparecesse feito. Nunca teve a curiosidade de se perguntar por que razão o resultado final dessa manipulação, sempre complexa até nas suas mais simples expressões, se assemelha tão pouco ao que havia imaginado antes de dar instruções ás mãos. Note-se que, ao nascermos, os dedos ainda não têm cérebros, vão-nos formando pouco a pouco com o passar do tempo e o auxílio do que os olhos vêem. O auxílio dos olhos é importante, tanto quanto o auxílio daquilo que por eles é visto. Por isso o que os dedos sempre souberam fazer de melhor foi precisamente revelar o oculto. O que no cérebro possa ser percebido como conhecimento infuso, mágico ou sobrenatural, seja o que for que signifiquem sobrenatural, mágico e infuso, foram os dedos e os seus pequenos cérebros que lho ensinaram. Para que o cérebro da cabeça soubesse o que era a pedra, foi preciso primeiro que os dedos a tocassem, lhe sentissem a aspereza, o peso e a densidade, foi preciso que se ferissem nela. Só muito tempo depois o cérebro compreendeu que daquele pedaço de rocha se poderia fazer uma coisa a que chamaria faca e uma coisa a que chamaria ídolo. O cérebro da cabeça andou toda a vida atrasado em relação ás mãos, e mesmo nestes tempos, quando nos parece que passou à frente delas, ainda são os dedos que têm de lhe explicar as investigações do tacto, o estremecimento da epiderme ao tocar o barro, a dilaceração aguda do cinzel, a mordedura do acido na chapa, a vibração subtil de uma folha de papel estendida, a orografia das texturas, o entramado das fibras, o abecedário em relevo do mundo. E as cores. Manda a verdade que se diga que o cérebro é muito menos entendido em cores do que crê. É certo que consegue ver mais ou menos claramente visto o que os olhos lhe mostram, mas a s mais das vezes sofre do que poderíamos designar por problemas de orientação sempre que chega a a hora de converter em conhecimento o que viu. Graças à inconsciente segurança com que a duração da vida acabou por dota-lo, pronuncia sem hesitar os nomes das cores a que chama elementares e complementarias, mas imediatamente se perde, perplexo, duvidoso, quando tenta formar palavras que possam servir de rótulos ou dísticos explicativos de algo que toca o inefável, de algo que roça o indizível, aquela cor ainda de todo não nascida que, com o assentimento, a cumplicidade, e não raro a surpresa dos próprios olhos, as mãos e os dedos vão criando e que provavelmente nunca chegará a receber o seu justo nome. Ou talvez já o tenha, mas esse só as mãos o conhecem, porque compuseram a tinta como se estivessem a decompor as partes constituintes de uma nota de música, porque se sujaram na sua cor e guardaram a mancha no interior profundo da derme, porque só com esse saber invisível dos dedos se poderá alguma vez pintar a infinita tela dos sonhos. Fiando de que os olhos julgaram ter visto, o cérebro da cabeça afirma que, segundo a luz e as sombras, o vento e a calma, a humidade e a secura, a praia é branca, ou amarela, ou dourada, ou cinzenta, ou roxa ou qualquer coisa entre isto e aquilo, mas depois vêm os dedos e, com um movimento de recolha, como se estivessem a ceifar uma ceara, levantam do chão todas as cores que há no mundo. O que parecia único era plural, o que é plural sê-lo-á ainda mais. Não é menos verdade, contudo, que na fulguração exaltada de um só tom, ou na sua musical modulação, estão presentes e vivos todos os outros, tanto os das cores que já têm nome como os das que ainda o esperam, do mesmo modo que uma extensão de aparência lisa poderá estar cobrindo, ao mesmo tempo que os manifesta, os rastos de todo o vivido e acontecido na historia do mundo. Toda a arqueologia de materiais é uma arqueologia humana. (…)”

Em: “A Caverna”, José Saramago (paginas: 82 a 84)

Ed. Caminho, Lisboa – 2000

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

NoiteBranca, a 13ª ["Gavetas"... em torno de (Pré)Conceitos]

“Gavetas”

Conceitos, (pré)conceitos, classificações, normas, conduta…

Faz sentido que sempre que algo “novo” se nos apresenta tenhamos sempre que o catalogar???!!! É-nos impossível agir de outra forma? É isto algo deplorável? Ou apenas natural – outro conceito de difícil resolução – e até de salutar!?

A ver se me explico: sempre que observamos/conhecemos algo ou alguém novo, tendemos logo a “colar-lhe uma etiqueta” mais ou menos abonatória, mais ou menos volátil… E isto baseados em quê? Na impressão que tal nos cause…

Visto assim parece algo deplorável – preconceituoso – arbitrária, sem base racional! Mas será mesmo assim? Não contam a nossa experiência – e educação – em nada neste “julgar”? E em que ou com que peso?

Após tantas duvidas, ficar-me-ia bem procurar dar resposta – sem bem que sempre de carácter pessoal, ou seja, sempre dependente da(s) minha(s) experiência(s) e (pré)conceito – então cá vai:

Como acima escrevo, julgo que é uma quase impossibilidade humana a fuga a este “engavetamento” e formulações de impressões constantes da nossa parte em relação a tudo e todos que nos rodeiam – independentemente do maior ou menos grau de contacto com esse “outro” – pelo que o que há a fazer é tornar estes (pré)conceitos em meios de conhecimento do “outro” – coisa, assunto ou pessoa – ou em ultima instancia não interferir e meramente respeitar e reconhecer a existência desse “outro”…

Reconheço no meu discurso alguma inclareza e falta de objectividade ou até incorrecções estruturais…

Mas não sejamos (pré)conceituosos – ser-nos-á possível??!! – afinal a diferença e diversidade são salutares… E permitem-nos abrir novas gavetas (que é tão bom!) =)

Desejos de uma serena noite… e não “branca”!

sábado, 3 de novembro de 2007

NoiteBranca, a 12ª ("regresso" das NoitesBrancas)

Passadas algumas semanas em que as entradas do blogue foram quase inexistentes ou então meros pequenos "apontamentos", as NoitesBrancas vão ao que tudo indica voltar ao activo, acesso à Internet já existe agora só falta que hajam tempo e insónias para que tal regresso se concretize com regularidade...

Como todos os "regressos", devo confessar que também este é estranho e difícil, isto porque para que o blogue volte a viver é preciso que nele seja escrito algo de interesse, algo que "valha a pena" e no momento sinto-me uma "Ilha", aguem sem nada útil para dizer ou algo que a terceiros interesse "ouvir"... Sem estes requisitos, que sentido faz colocar entradas no blogue por colocar - com lugares comuns e vazias de conteúdo!?

O fim de semana corre a uma velocidade estonteante... os trabalhos e estudo para a faculdade são uma constante... há que aproveitar o tempo.... Vá, não percas aqui mais do teu tempo...

Um bom fim de semana a todos!

Os desejo de uma noite agradável... e não Branca!

"Crónicas Portuguesas", 25 anos de Fotografia em Portugal

"O Portugal de Georges Dussaud, esse país que parece tão próximo e tão longe, é um dicionário de sensações de comprazimento e memória; um documento quase secreto de muita saudade nossa. Usando um contraste quase violento do claro-escuro, fazendo com que as cinzas da luz percorram, aparentemente soltas, o papel, como resíduos de carvão e mantendo no modo de olhar o mundo, um humanismo indefectível, Georges Dussaud inventou para nós a gentileza de ser e de existir que nos agrada. Talvez que o que faz destas imagens a sedução do lugar e das pessoas, seja precisamente essa aparente contradição da dureza da luz e sombra e do emaciamento dos sentimentos. Há aqui aquele olhar sóbrio de Miguel Torga, que sentimos nosso e alheio, íntimo, mas duro e intransigente- com o sol, a claridade, os rostos, os gestos; daquela intimidade que se ganha, sabendo de si e dos outros. E, naturalmente, a magia dos enquadramentos, o acabado da composição, onde não cabia nenhum excesso mais. Georges Dussaud ainda acredita no homem e nas suas andanças, nas suas lides do quotidiano, interrompe-se na beleza da paisagem e na justeza do olhar. E este é, pois, o país percorrido há 25 anos, imobilizado em imagens a que recusamos a análise e esquecemos a cor que tudo cobre. Não é com nostalgia que o olhamos, mas é com saudade que lhe damos o nome. A saudade é tão portuguesa como estas imagens quase telúricas nos parecem, faz do pretérito um futuro a haver, é, sempre, um salto para o desconhecido, para o mistério. E é isso que aqui vemos, essa pulsão, esse fluir, esse exame.

Breve Biografia do autor

Georges Dussaud, (Brou, Eure et Loir, Bretagne) As reportagens internacionais de Georges Dussaud, desde 1975, (Grécia, Portugal, Irlanda, Índia, Cuba, França tornaram conhecidas as suas imagens daquele humanismo fotográfico tardio que a Magnum soube realizar e recolher e que revela na Agência RAPHO, de Paris, a que pertence desde 1986. São fotografias de um fotógrafo flanneur, viajante e vagabundo da fotografia directa mas profundamente subjectiva e, naturalmente a preto e branco. Fixou em Portugal a paisagem e os homens no seu modo peculiar, (que já foi comparado a Koudelka), onde cada imagem é enquadrada com o que a cultura do olhar sugere ao fotógrafo, geometrizante, dinâmica ou estática, emotivamente centrada na estranheza dos lugares e das expressões. Foi dos primeiros, no nosso país, a ultrapassar a escola da Casa Alvão no Douro, dando-nos a vertigem dos montes e lugares sem a amabilidade do humanismo português, imagens incluídas no seu projecto-encomenda do governo francês em 1990, "Europe Rurale 1994". Outros projectos seus podem ver-se em diversa bibliografia, destacando-se Presqu’une île – sentiers douaniers en Bretagne, livro que obteve o prémio do mais belo livro marítimo 2005 no Festival Livre e Mar de Concarneau. Tem em preparação um livro que inclui a selecção pessoal das suas melhores 50 imagens ("Georges Dussaud-voyages photoghraphiques"), nas Editions de Juillet. Expõe regularmente em França, Irlanda e Portugal, Brasil, México, Itália fazendo parte de inúmeras colecções nestes países. Em Portugal, onde tem participado nos Encontros Fotográficos de Coimbra e de Braga, participa em diversos álbuns e catálogos e os livros "O Trás-os-Montes de Georges Dussaud", com textos de Gerard Castello Lopes, "Portugal e Índia", do Arquivo Fotográfico de Lisboa, "Portugal terra fria", Assírio & Alvim, "Douro de cepas e fragas", Instituto Vinho do Porto e "Trás-os-Montes", Assírio e Alvim, (1984). Pertence às colecções Nacional de Fotografia, C.P.F., Arquivo Fotográfico de Lisboa, Museu da Imagem, Braga."

Texto e fotografia em: http://www.cpf.pt/exposicoes.htm#t3

Foi apenas ontem que vi esta exposição...Georges Dussaud no centro Português de Fotografia (Cordoaria, Porto)
Uma belíssima e fascinante exposição de fotografia de alguém que conseguiu captar a "alma" do(s) povo(s) de Portugal

informação útil:14 Jul. a 4 De Nov. 2007
entrada gratuita
horário - 3ª a 6ª das 10.00 às 12.30 e das 15.00 às 18.00
Sábados, domingos e feriados: das 15.00 às 19.00

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Pontapé no Português


Estilo "rócócó"... nem me vou alongar em comentários
(placa informativa/descritiva das ruínas arqueológicas da Casa Grande, Freixo de Numão)

Gravuras Do Côa

Foi apenas no passado mês de Setembro que visitei pela 1ª vez alguns dos núcleos com Gravuras Paleolítico Superior (cerca de 25000 até 10000 anos a.C.) de Vila Nova de Foz Côa, e devo dizer que superou todas as minhas expectativas... o traço é por norma lindíssimo e de uma leveza e subtileza indescritíveis.


(pormenor da parte inferior - cavalo(s) e égua - da Rocha 4 do Núcleo da Penascosa)

sábado, 20 de outubro de 2007

Saudações (Não optem pela tele2)

A voces [que devem ser poucos] que visitam este espaço em busca de alguma novidade no ultimo mês e tal e se têm deparado com "nada" deixo de novo as minhjas desculpas, mas a tele2 continua a privar-me de um serviço (adsl) pelo qual estou a pagar [pagar, isto é, nao pago mais nenhuma factura ate que o problema se resolva] o que faz com que nao tenha internet em casa...
No entanto e cada vez que ligo para os serviços de "apoio ao cliente" (que são chamadas a pagar) dizem-me que o meu caso esta em apreciação e marcado como urgente - 1 mês e meio sem conseguirem perceber o que se passa com a linha!!!! - ou é pura incompetencia, má vontade ou um conceito de "urgente" muito estranho e longe da realidade!!!

Tenham um bom fim de semana

"Arqueologia", em Portugal

Custa-me, mas a realidade da arqueologia em Portugal é negra... senão veja-se este video (http://www.youtube.com/watch?v=N3EOROZI9Sk), em que estudantes de ensino superior "trabalham" do modo que se vê... e o "investigador" afirma do alto do seu superior "intlecto": «é um mosaico!»
Escavar como deve ser e fazer um registo serio deve estar muito alem das capacidades destes "arqueologos"....

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Longe...

Apos mais duas semanas em escavação no sitio do Fumo em Almendra, Vila Nova de Foz Coa... regresso a casa e não tenho net, dai o silencio do blog, situaçao a resolver no futuro...

Cuidem-se!

sábado, 15 de setembro de 2007

Correcção

Numa das postagens anterios, referi-me a Foz Côa com pertencendo a região de Trás-os-Montes, tal é uma incorrecção, pois este concelho é já pertença da região da Beira Alta.

O desejo de um bom fim de semana

terça-feira, 11 de setembro de 2007

NoiteBranca, a 11ª (Regresso à FLUP)

Amanha volto á faculdade... ufff vai doer!!!

Tenham uma Boa Noite, de sono e não “Branca”…

Sebadelhe... a "paz"


Foi na pequena freguesia de Sebadelhe, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, que fiquei alojado nas minhas mini-ferias, pelo que decidi deixar um pouco da historia de tão acolhedor local...

«No termo da freguesia de Sebadelhe não temos, por enquanto, referência de vestígios de relevo em relação a ocupações durante a Pré-História. Vários têm sido os historiadores a tentar referenciar, no lugar do Castelo, um provável Castro da Idade do Ferro. Disso estamos também convictos. São já importantes e vastos os vestígios dos primeiros séculos da nossa era (período da Romanização), encontrando-se esses mesmos vestígios (de restos de tégula, imbrices, dolium, pedra de aparelho, opus signinum...), nos lugares de REI NEMÃO (perto já da ribeira Teja - margem direita), QUINTA DAS VENDAS e SOUTINHO / VALE DE JUNCO (este bem perto do lugar do Castelo).

Segundo Pinto Ferreira, na sua obra «0 Antigo Concelho de Freixo de Numão», o terramoto de 1755 teria feito derruir velhas ruínas de uma torre, talvez restos de um Castelo Medieval. Ainda, segundo a tradição, o provável Castelo medieval de Sebadelhe teria sido reedificado sobre as ruínas de um castro, por ordem de D. Sancho I (Vid. «Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses», do General João d' Almeida).

Num documento do século X, que faz referência de uma doação da Condessa D. Flâmula a D. Mumadona, aparecem citados vários Castelos entre os quais o de «Sebatelli» que alguns historiadores têm feito recair sobre «Sebadelhe da Serra». Poderá, no entanto, ser o mesmo deste Sebadelhe (concelho de Vila Nova de Foz Côa).

Nos fins do século XIV era aldeia do concelho de Numão, tendo dois dos seus habitantes, Domingos Cão c João Peres participado na reunião que escolheu o procurador concelhio às cortes de Torres Novas (1350).

No século XVI contava 30 moradores, conforme apurou o recenseamento de 1527.

Existe nesta povoação um monumento em granito, constituído por uma coluna oitavada, rematada por um capitel quadrangular dentado, que assenta numa base de dois degraus. 0 degrau inferior é quadrangular e o segundo circular. Tem sido considerado um pelourinho. Ultimamente foi avançada a hipótese de que se trata de um cruzeiro mutilado, provavelmente quinhentista. O facto de até agora não ter sido divulgada documentação a atestar que Sebadelhe alguma vez tenha sido vila não deixa de dar força a essa ideia.

Ainda no século XVI foi a igreja de Sebadelhe anexada à Universidade de Coimbra. Como proprietária que era, cabia-lhe fazer obras de conservação, como de facto veio a acontecer no início do século XVII e no século XVIII. Em 1602 entrava água na sacristia, pelo que foi decidido entulhá-la de forma a ganhar altura, evitando assim a penetração das águas. No século seguinte arruinou-se o campanário, sendo de novo pedida a intervenção da Universidade.

À semelhança de outras povoações, são do século XVIII alguns dos principais edifícios religiosos e particulares. Encontram-se neste caso a capela de Nossa Senhora da Piedade, a Capela de S. Sebastião e a Casa da Família Donas Boto.

Nos alvores do século XIX dá-se a reconstrução da igreja matriz que o terramoto de 1755 tinha arruinado.»

Fonte e mais informação em: http://www.cm-fozcoa.pt/php/concelho/freguesias/sebadelhe/index.php

Igreja Matriz

"Casa Nova de Sebadelhe" (o local onde fiquei alojado)